terça-feira, 14 de setembro de 2010

Galope para Felicidade 12


Capítulo 10 – Viagem


Como já esperávamos, Lord Black fez uma tempestade quando recebeu a notícia de que eu correria em Londres, exibindo a minha agilidade e o cavalo arisco que todos temiam.
O conflito entre ele e o filho se estabeleceu, mas em nenhum momento Jacob cedeu às vontades do pai e fez menção de voltar atrás na sua decisão de partirmos. O clima ficou tenso, mas não foi preciso eu intervir e colocar a minha opinião sobre o fato. Assim, começamos os preparativos, para partir em cinco dias, eu estava muito feliz e orgulhosa com a postura firme de meu marido.
Depois do anúncio da nossa viagem à Londres, Rachael chegou a conclusão que eu precisaria de roupas adequadas, já que iria dar uma de amazonas. Eu não poderia participar de uma corrida oficial como cavaleiro usando longos vestidos.
Resolvemos ir até a costureira, só que não foi necessário porque Leah se ofereceu para fazer as minhas novas roupas, entrando em conflito com minha cunhada.
- Acreditas que não sou capaz de fazer um traje à altura de uma condessa¿ - Questionou Leah em seu momento de irritação.
- Não é isso, Leah. – Respondeu sem graça. – Renesmee precisará de alguém que lhe faça trajes de homem, mas que fique perfeito em seu corpo de mulher. – Disse para ela.
- Eu sei coser perfeitamente e as roupas de todos os serviçais do castelo são feitas por mim. Só preciso de bons tecidos para que os trajes da condessa sejam dignos dessa corrida. – Respondeu Leah friamente para ela.
- Tudo bem, Leah! – Eu interferi no conflito. – Pode fazer os meus trajes de amazona. Confio em suas mãos. Vamos começar o trabalho agora. Precisaremos partir em cinco dias. Acreditas que és capaz de preparar esses trajes em cinco dias¿ - Perguntei para ela franzindo o cenho e vi um sorriso largo se formar em sua face.
- Será uma honra para mim! – Exclamou entusiasmada. – Cinco dias são mais do que suficiente para eu preparar tudo. Agora vamos tirar as suas medidas e depois vocês precisam ir comprar fazendas para eu começar a coser. – Respondeu e formos para os meus aposentos. Rachael fez aquela expressão de desgosto, contudo não ousou falar sobre o assunto.
Horas mais tarde, depois que ela tirou as medidas, partimos para o vilarejo mais próximo para comprar algumas fazendas. No caminho, conversei com Rachael sobre a sua situação com Paul.
- Rachael, como andam as coisas com Paul¿ Quando pretende contar ao seu pai que ele está fazendo a corte pra você¿ - Perguntei tentando parecer casual e sem forçar uma conversa incômoda para ela.
- Ele está me cortejando e estou muito feliz. Mas temo a reação de meu pai ao saber da notícia. – Respondeu olhando para a pequena janela na carruagem.
- Acreditas que seu pai não saberá¿ Todos já comentam sobre vocês e cedo ou tarde Lord Black saberá dos seus encontros furtivos. Não achas melhor falar com ele e evitar atritos desnecessários¿ Sabe o que pode fazer com Paul quando descobrir? E conhecendo o seu pai, já deu pra perceber que ele não vai perdoar vocês dois. – Hesitei para não assombrará.
- O quê¿ - Perguntou nervosa.
- O mínimo que fará será mandar Paul para longe... Isso se...
- Se¿
- Você sabe onde quero chegar, Rachael. Não se faça de inocente para mim... Sei bem que andam se encontrando às escondidas e que ficam se agarrando por aí. Se Lord Black descobre isso, não quero pensar no que fará com Paul. Então não seja medrosa e fale com ele antes que uma desgraça ocorra. – Disse firme para ela.
- Acha que seria capaz de enforcar Paul¿ - Perguntou com olhos arregalados.
- Há grande possibilidade... Depende do que os dois fizeram. – Respondi tentando aparentar calma. Mas pelo seu nervosismo, sabia que se entregara para ele e estaria perdida se Lord Black descobrisse o fato.
Durante as compras, Rachael ficou bastante calada e não toquei mais no assunto para não atormentá-la ainda mais. Contudo percebi que sofria com a possibilidade de perder o seu amor. Eu fiquei me sentindo um pouco culpada por tê-la deixado preocupada, mas era necessário alertá-la para que nada pior acontecesse.
Compramos todos os tecidos que ela achava necessário e ao partirmos para a carruagem, encontramos a costureira.
- Margarithe! – Rachael e eu assentimos com a cabeça.
- Tudo bem, Lady Black¿ - Perguntou para Rachael.
- Bem, Senhora! Estamos comprando fazendas para fazemos trajes de amazonas para a minha cunhada. Ela está partindo com o meu irmão para Londres e precisará dos trajes. – Rachael disse para a mulher e vi em seu rosto um sorriso malicioso se formar enquanto me olhava.
- Londres¿ Que coincidência! - Riu ligeiramente.
- Coincidência¿ Que coincidência¿ - Perguntei curiosa.
- Lady Caroline Foster partiu para Londres com a mãe há dois dias. – Disse rindo. – O seu casamento será realizado em um mês no castelo que possuem em Londres. – Sorriu para mim.
- Bom para ela. – Respondi desgostosa.
- Quem sabe não se encontram por lá. – Afirmou analisando as minhas reações.
- Pode ser! Mas não será do meu gosto encontrar Lady Foster. Adeus! – Encerrei a conversa e dei as costas para continuar o trajeto para a carruagem, mas Rachael continuou a conversar com ela.
- Inferno!! Tantos lugares no mundo para essa ir... Tinha que ser em Londres¿ - Rachael chegou e me pegou resmungando, enquanto Paul segurava a minha mão para me ajudar a entrar na carruagem
- Não devia mostrar essa irritação diante das pessoas. Quer que essa leva-e-traz descubra o que aconteceu entre Caroline e Jacob¿ - Repreendeu-me Rachael.
- Ela já sabe! – Afirmei. – Escutou a nossa conversa naquele dia e se hoje me interpelou dessa forma, é porque já sabe e certamente está chantageando a vadia porca. – Respondi quando Rachael se sentou ao meu lado.
- Crês que ela chantageia Caroline¿ OH! – Perguntou indignada.
- Você acha que uma mulher maliciosa como ela guardaria tal segredo se não fosse por um motivo forte¿ Certamente está pedindo favores para a porca. – Respondi fazendo um muxoxo.
- É verdade!
- Rachael, toma cuidado com essa mulher. Ela aproveitaria qualquer ensejo para tirar proveito de você também. Seja esperta e não conte sua vida pessoal pra ela. – Eu a aconselhei.
- Pode ficar tranquila, Ness. Nunca falaria de minha vida para tal criatura.
- De certo.
Voltei para o castelo, estava de mau-humor e arisca. Mesmo assim, começamos os preparativos para a viagem.
Conversei com Mary e tentei convencê-la a deixar Claire ir como minha dama de companhia, pois certamente precisaria de alguém para me ajudar com a vestimenta. E depois de muita conversa, mesmo preocupada, acabou cedendo ao meu pedido e permitiu que sua filha viajasse conosco para Londres.
Arrumamos dois baús com roupas e coisas que seriam necessárias para o meu conforto. Depois dei alguns vestidos para Claire, que os levaria para Leah fazer os pequenos ajustes. E fui para a cocheira ver como andavam as coisas por lá.
- Milord! – Avistei Jacob e chamei-o nome ao vê-lo escovando Pérola Negra.
- Por onde andou o dia inteiro, pequena¿ - Perguntou com um sorriso lindo para mim. – Como ousa permitir que sinta a sua falta¿ - Arqueou a sobrancelha e me encarou.
- Estava cuidando dos preparativos para a viagem. Mas não queria que milord sofresse demais com a minha ausência. – Respondi caminhando para ele e me aconcheguei em seus braços.
- Sim! Eu sofro demais com a sua ausência. – Cheirou os meus cabelos e fez carícias nas minhas costas.
- Como estão os preparativos por aqui¿ Faltam apenas quatro dias para partirmos. – Suas mãos faziam pequenos movimentos em meus braços, enquanto beijava a maçã do meu rosto de forma gentil.
Com apenas esse simples carinho, meu corpo já o desejava ardentemente. Fiquei imaginando como seria no momento em que nos entregaríamos de corpo e alma.
- Tudo está correndo bem. Já preparamos a carruagem, a carroça que levará Nefasto, escolhemos os cavalos para nos conduzir, separamos as tendas para acamparmos. – Ele mencionou a palavra acampar e eu estremeci. – O que foi, pequena¿ Precisa saber que nem sempre teremos local para pernoitar e precisamos montar acampamento na floresta. Mas não se preocupe com isso, meu bem.
- Eu só estranhei a notícia... Mas não tem problema, amor. – Respondi para ele.
- Eu mandarei avisar aos seus pais sobre a viagem e a corrida. Não quero que sejam pegos de surpresa. – Disse preocupado.
- Mande Paul enviar a mensagem depois que partirmos. Não quero que meus pais tentem interferir em nossa viagem. – Respondi sabendo o drama que minha mãe faria quando soubesse da corrida.
- Você é muito danadinha. – Sussurrou em meu ouvido.
- Sou precavida. – Ri achando graça da forma como havia falado.
- Você é daninha e consegue tudo o que quer, pequena. – Mordeu levemente o meu lóbulo depois de sussurrar de forma sensual.
- Quase tudo... - Dei um sorriso malicioso. Ele me virou para si, segurou o meu rosto com as duas mãos e me beijou docemente.
- Agora me deixa trabalhar, menina. – Disse beijando o meu pescoço e rapidamente se livrando de mim, parecendo querer mais alguma coisa, mas sem querer deixar transparecer.
- Tem certeza que precisa trabalhar¿ Não quer nadar no rio comigo, amor¿ - Passei a língua nos lábios e Jacob se arrepiou.
- Não mesmo, pequena. Você é desejosa demais para um banho de rio... Não apresse as coisas. – Puxou-me para o seu corpo, passou a língua no contorno de meus lábios, senti meu corpo estremecer com aquela sensação gostosa de prazer. Colou nossos corpos e começou a aprofundar um beijo. Empurrou-me contra a parede, pressionou o seu corpo no meu enquanto me beijava de forma voraz, explorando cada canto de minha boca. Sua mão apertou meus seios, ele se encaixou entre as minhas pernas, pressionando-me em sua cintura. De repente, a porta da baia se abriu e Sam entrou. Interrompemos o beijo, senti minhas bochechas arderem com a vergonha que senti naquele momento, abaixei a cabeça e Sam pigarreou, Jacob depois se virou para falar com Sam.
- Voltarei para o castelo, Milord. – Disse e saí envergonhada com aquela situação constrangedora.
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- Sentirei falta de você, menina. – Mary beijou meu rosto e me abraçou forte. - Vê se cuida bem do meu menino. - Disse em meu ouvido.
- Eu cuidarei, Mary... Eu cuidarei. Acredito que não há pessoa no mundo que saiba cuidar dele como eu sei. Eu o amo muito, Mary.
- Cuidado com a minha filha... Muito cuidado! Não permita que nenhuma mal ocorra a ela. Traga a minha filha de volta da mesma forma.
- Não se preocupe! Tomarei conta da sua filha, Mary.
- Juízo, menina! – Lord Black beijou a minha mão e me encarou.
- Eu tenho muito juízo, Milord! Depois dessa viagem, ninguém mais torcerá o nariz para os Black. – Respondi para ele.
- Assim espero. – Respondeu e se afastou para falar com o filho.
- Ness, querida, boa sorte nessa coisa louca de corrida. Espero que você e meu irmão se entendam bem. E que Caroline não cruze os caminhos dos dois em Londres. – Disse Rachael sussurrando em meu ouvido.
- Rachael, conta para o seu pai sobre Paul. Será mais complicado se ele descobrir a sua desonra. E no seu acesso de ira, pode até mesmo matar Paul. Então tome uma atitude enquanto ainda há tempo para isso. – Sussurrei em seu ouvido.
- Eu tentarei, Ness... Eu tentarei... – Sua voz estava embargada e ela começou a chorar. – Eu preciso ser forte... Terei um bebê... – Chorou emocionada.
- OH, meu Deus! Rachael... Eu... Eu...
- Não diga nada, querida. Eu preciso tomar uma atitude diante dessa situação. Se não tentar, meu pai matará a nós dois.
- Paul já sabe¿ - Perguntei e ela negou com a cabeça.
- Então conte para ele e converse com seu pai, Rachael... Não espere a barriga crescer para tomar uma atitude. – Disse temerosa que uma desgraça ocorresse.
- Eu o farei... – Ela hesitou por um momento. – Não conte nada para Jacob, por favor. – Pediu chorando.
- Não o farei, querida... Não o farei. – Afastei-me dela e caminhei até a carruagem. Antes de entrar, vi Claire beijando a mãe e a irmã.
Depois de um tempo, Claire entrou na carruagem e partimos para Londres.
Foi uma viagem dura e cansativa. Ficamos quatro dias dentro da carruagem, só saindo para pernoitar nos vilarejos por onde passamos ou para acampar na floresta.
Às noites, eu dormia ao lado de Claire, enquanto Jacob se arrumava como podia com Quil, Jared e Seth. Assim não tivemos a oportunidade de ficar juntos e nem havia como naquela jornada longa e cansativa. E o mais duro foram às florestas sombrias e escuras em que fomos obrigados a acampar. Sabia que Jacob e os outros permaneciam acordados tomando conta do nosso acampamento.
Depois de quatro dias, chegamos ao centro de Londres, observados por olhares curiosos das pessoas que acompanhavam todos os nossos movimentos.
Procuramos uma hospedaria para nos alimentarmos e lá fomos orientados sobre uma grande casa que estava para alugar no centro da cidade.
Fomos até o local indicado e encontramos o dono em sua taverna. Jacob conversou com o sujeito, que de imediato se recusou a nos alugar a casa. Fiquei tão indignada com a forma como falava, que entrei no meio da conversa e impus o meu título de nobreza diante dele. Afinal, mesmo não sendo mais uma Cullen, continuava uma condessa e o nome de minha família tinha muita influência na sociedade.
- Como dizes¿ Recusas a nos alugar a casa¿ Pode nos apresentar um motivo plausível¿ - Cruzei os braços e o indaguei, encarando os seus olhos.
- Primeiro, creio que não tenham dinheiro para pagar a casa. Segundo, não alugarei a minha casa para tipo como vocês. Não têm traquejo para habitarem uma casa como a minha e não o farei. – O homem disse em tom arrogante, arqueando a sobrancelha.
- Ness! – Jacob me advertiu quando viu que tinha perdido completamente a paciência. Mas eu não me calei e desafiei o homem arrogante.
- Você sabe com quem está falando, Milord¿ Acredito que não! Se soubesse não teria a ousadia de nos falar dessa forma.
- E com quem estou falando, criança? – Disse com um sorriso sarcástico em seu rosto. Jacob segurou o meu braço, com medo que partisse a cara do sujeito. E eu me contive.
- Condessa Renesmee Carlie Cullen Black a seu dispor! Creio eu que não precisa arrumar problema com o Conde Carlisle Cullen. Deve conhecer a sua fama e como trata os seus inimigos. Por isso, ofender a sua neta não seria nada apropriado para um sujeito que precisa se manter. Fui clara¿ Preciso ser mais direta¿ Agora mostre o seu singelo casebre, que possivelmente nem está à altura para receber uma condessa como eu! – Ordenei arqueando as sobrancelhas e o homem tremeu com as minhas palavras.
- Condessa Cullen¿ OH! Perdoe-me o atrevimento. Mas não pensei que fosse uma condessa andando com tipos como esses¿ - Apontou para Jacob, seus amigos e Claire.
- Esse Lord é o meu marido. E por ventura se referir a ele dessa forma, mando-lhe acoitar pelo seu atrevimento, entendeu¿ Como ousa um plebeu enfrentar um nobre¿ Não conhece o perigo que corre¿ Não estou com tempo e nem paciência para tentar dialogar com um sujeito da sua estirpe. – Cruzei os braços e o homem abaixou a cabeça.
- Eu os levarei até a casa. – Disse e saiu de trás do balcão da taverna. As pessoas que acompanhavam a conversa olhavam assustadas a minha altivez e ousadia. Mas não me envergonhei por usar o meu título para pôr o homem arrogante em seu lugar. Não permitiria que ninguém humilhasse o meu marido e só me calaria se a língua me fosse arrancada.
- Você é terrível! Como conseguiu isso¿ - Perguntou Seth ao sairmos da taverna seguindo o homem.
- Quando se tem uma avó e uma tia como eu tenho, fica fácil aprender a como por as pessoas em seus devidos lugares. Eu odeio fazer esse tipo de coisa. Não acho justo ou sensato, mas não permito que ninguém humilhe Jacob ou qualquer um de vocês. Sou muito meiga e pareço criança, Seth, mas não sou tão boazinha quando me tiram do sério. – Respondi para ele enquanto caminhávamos para a carruagem.
- Não deveria ter se intrometido no meio da conversa, pequena. Ele poderia ter te agredido e eu teria que partir para cima do sujeito. – Jacob beijou a minha mão e olhou em meus olhos antes que eu subisse na carruagem.
- Eu disse para você que não abaixaria a minha cabeça e não permitiria nenhum tipo de humilhação. Não menti quanto a isso, meu amor. – Respondi beijando as suas mãos que seguravam as minhas.
- Você disse que viraria uma égua arisca. – Jacob riu enquanto me encarava.
- Sim! Não sou tão boazinha quanto pareço, Milord. Tentar me tirar do sério não é boa coisa a se fazer se não quer ouvir umas verdades. – Respondi para ele.
- Eu às vezes tenho medo de você, pequena... – Rui para mim. – És impulsiva demais e tens uma língua terrível.
- Disse para você que sou assim e não mudaria. Falo o que penso e não me sujeito a humilhações. Sabes que teremos muitos desafios nesse lugar e muita gente metida entrará nos nossos caminhos. Então, Milord, prepara-te para ouvir muitas coisas duras de meus lábios. Eles não se calarão diante de nossos ofensores. Não mesmo!
- Tudo bem, pequena! Vamos logo para esse casebre antes que o homem desista de alugar. – Disse e eu entrei na carruagem.
Sabia que teríamos dias difíceis naquela cidade onde a nobreza se concentrava. A hipocrisia e a maledicência nos perseguiriam e seríamos alvos de muitas intrigas. Mesmo assim, estava disposta a seguir o meu caminho e continuar forte diante dos meus ofensores. Sendo sempre altiva diante de qualquer ofensa, para retribuir na mesma moeda qualquer conjectura maliciosa.
Jacob parecia temeroso, mas não por ele, que já estava acostumado a ser apontado como selvagem, e sim por mim. Ele não queria que passasse o mesmo tipo de humilhação com que vivera em sua vida. Mas eu não tinha qualquer tipo de receio quanto ao seu temor, porque a única coisa que poderia me ferir, era a sua rejeição e o amor que ele ainda nutria por aquela vadia porca chamada Caroline.
Sabia que a encontraríamos em breve. E já preparava o meu coração e a minha língua para rebater as suas ironias. Porém sabia que sairia muito ferida daquele confronto. Daquilo sim eu tinha medo... Medo do que ela poderia me dizer ou de ver nos olhos de Jacob o amor que ainda sentia por ela. Porém estava disposta a passar sobre o meu orgulho e lutar por ele, lutar pelos meus sentimentos e pelo futuro que nós teríamos juntos. Sofreria o que precisasse naquele momento, mas de uma forma ou de outra, um dia Jacob seria somente meu.

1 comentários:

thayná stéphany rodrigues santiago disse...

Nossa, capitulo cheio de surpresas em!?

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