quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Galope para Felicidade 15




Penúltimo Capítulo – Orgulho



Caminhamos para o grande salão de braços dados, seguindo a vaca da Caroline que não tinha nenhuma reação diante das minhas palavras. Chegamos ao local, que estava cheio de lordes e ladies e todos nos olharam como se fôssemos as coisas mais estranhas do mundo.



Apesar do constrangimento, caminhei firme e segura, sempre com a minha cabeça erguida e com a expressão altiva. Tive vontade de sair correndo dali e esquecer aquela estupidez de jantar. Senti que Jacob estava tão mal quanto eu, mas mantinha a mesma expressão serena em sua face.



Avistamos os meus pais, conversando com um lorde distinto e caminhamos em sua direção.



- Boa noite! – Jacob os cumprimentou assim que ficamos diante deles.



- Boa noite, filha! Boa noite, Jacob! – Meu pai segurou a minha mão e a beijou de forma formal, como mandava as normas de etiqueta.



- Boa noite, lady Cullen! – Jacob segurou a mão da minha mãe e a beijou gentilmente.



- Jacob, Ness, esse é o Visconde de Manchester! – Disse meu pai e eu estendi a mão para ele beijá-la. Depois ele e Jacob deram um breve aperto de mão.



- Você está muito bem, Jacob! – Disse minha mãe, observando o seu traje impecável.



- Obrigada, Milady! Minha esposa cuida muito bem de mim. – Disse de forma séria para ela.



- Faço o que posso. – Respondi tentando me acalmar, enquanto observava o salão enorme. Havia uma tapeçaria bonita, quadros de todos os tipos, muitas luminárias, ladies e lordes vestidos impecavelmente nos observando com curiosidade.



- Sua filha é muito bonita, lady Cullen! – Disse o Visconde para mim.



- Obrigada! É muita gentileza de sua parte. – Respondi, virei o rosto e percebi que Caroline nos observava enquanto falava com uma moça.



- Filha, quero lhe apresentar a Marquesa de Brigestain. – Disse a minha mãe sorrindo e me puxou pela mão, deixando Jacob conversando com meu pai e o Visconde.



O tempo passava rápido, minha mãe, avó e tia Alice faziam questão de me apresentar para todas as ladies do recinto. Algumas conversas eram até agradáveis, porque na maioria das vezes tudo era muito fútil, não estava com a menor paciência.



Observava discretamente de longe os movimentos de Caroline, que se mantinha afastada de Jacob. Ficava o tempo inteiro fitando-o com curiosidade. Meu sangue ferveu e cresceu em mim uma vontade de fazer um escândalo e desmascarar a safada. Mesmo assim, me mantive firme e calma diante da situação.



Lady Foster anunciou que a ceia seria servida em minutos e que todos deveriam se encaminhar para a grande, iluminada e luxuosa sala de jantar. Segui para onde estava o meu marido, que segurou a minha mão de forma firme, deixando-me perceber que estava nervoso com toda aquela situação.



Ela foi indicando o local dos convidados e sentei ao lado de Jacob e de meus pais. Para o meu total desgosto, da nossa posição podíamos encarar o rosto cínico de Caroline, que também parecia temerosa e tentava não me encarar.



Todos começaram a comer e muitas conversas se formaram à mesa. Até que Lorde Foster, pai de Caroline, de onde estava à cabeceira da mesa, começou a indagar meu pai sobre o meu casamento. Começando uma conversa super delicada, o que fez o meu sangue esquentar de raiva e perder completamente a paciência com a sua arrogância.



- Lord Cullen, soube por fonte fidedigna que a sua última colheita não foi nada boa e por conta disso teve muitos prejuízos. – Ele disse e meu pai franziu o cenho. Vi que meu avô parecia analisar tudo e tentar entender onde ele queria chegar com aquela conversa.



- Sim! De fato não tive uma boa safra. – Meu pai respondeu sem entrar em detalhes.



- Mas por conta disso acabou perdendo o seu castelo. Não é verdade¿ E também barganhou a sua propriedade dando a sua filha em casamento para um sujeito sem nome, título e com uma péssima reputação. – Disse demonstrando o maior desprezo ao fato de Jacob e eu estarmos presente. Todos pararam de falar e observaram, intrigados, aquele assunto incômodo para a minha família.



- Isso é algo de que não gostaria de comentar. Problemas de família não lhe dizem respeito. – Meu pai respondeu em tom arrogante. Vi que minha mãe ficou vermelha e apertava as mãos de forma nervosa. Jacob não sabia como se comportar, tremia, apertava a minha mão e o encarava com raiva.



- De certo que é um problema de família. Ninguém está dizendo que não é. – Respondeu rindo. – Só queria entender como pode entregar uma criatura tão delicada e preciosa como Lady Black por conta de sua falta de habilidade com os negócios. – Nesse momento, meu avô pigarreou e entrou na conversa.



- Está indo longe demais, Lorde Foster! – Disse encarando o homem arrogante, que começou a rir.



- Que é isso, Carlisle¿ Somos velhos amigos e entre nós não há esse tipo de formalidade. – Disse rindo para ele.



- Lorde Foster é no mínimo mal educado. – Eu disse arqueando a sobrancelha.



- Lady Black não deveria entrar na conversa de cavalheiros. Seu marido não lhe ensinou a se calar¿ - Todos riram e no mesmo momento meu sangue ferveu. Antes que pudesse dar uma resposta, Jacob entrou na conversa e rebateu a sua pergunta.



- A minha esposa é uma mulher livre para dar a sua opinião. Ela é forte, decidida, perspicaz e eu não a calarei por convenções. Se é o que insinua, meu caro Lorde. Se ela pode ou não entrar na conversa, quem deve dizer sou eu e não o senhor. – Ele disse rispidamente para o homem que se atrevia a me advertir na frente de todos.



- Lady Black, devia se pôr em seu lugar e ouvir a conversa calada como as demais mulheres. – Disse ignorando os comentários de Jacob, dando ainda mais raiva da sua repugnância. – É preciso saber ouvir as verdades calada, milady! – Disse arqueando as sobrancelhas para mim. Mas Jacob não se calou e continuou a intervir na discussão.



- Achas que sou um selvagem sem educação. Mas está demonstrando não saber receber os seus convidados com sua impertinência. Não tem nada a ver com o nosso casamento e como anfitrião deveria ser no mínimo mais cortez. – Jacob disse com raiva e fiz um breve gesto para me deixar continuar. Ao observar o meu rosto, sabia que despejaria todo o eu veneno.



- Milord quer ouvir verdades¿ Realmente quer falar de verdade¿ Como julga as verdades da vida alheia se a sua casa anda cheia de mentira¿ Como pode apontar para as manchas do espelho dos outros, quando o seu próprio está imundo¿ - Todos arregalaram os olhos com a minha impertinência e meu pai me interrompeu.



- Ness! – Reclamou meu pai, muito aborrecido.



- Não, pai! Ele agora vai ouvir! Quem diz o que quer, ouve o que não quer, meu caro Lorde! – Ri debochada para ele.



- Deixe-a falar, Lorde Cullen! Conhece bem a sua filha e sabe que não leva desaforos. Como seu marido, permito que responda às ofensas que lhe foram feitas. – Jacob disse para o meu pai, que assentiu com a cabeça.



- Milady acha que pode debater comigo¿ - Deu uma gargalhada. Todos olhavam para ele, depois para mim. Minha avó estava quase tendo um colapso imaginando as barbaridades que eu falaria. Minha mãe estava vermelha como um pimentão e as demais ladies curiosas com a minha ousadia, sem imaginar que eu nem havia começado.



- Se eu fosse o Lorde, não provocaria a sua língua, meu caro. Ela pode parecer pequena e inofensiva, mas quando começar a falar está perdido... Só estou lhe advertindo, por conhecer bem a minha esposa. – Jacob disse para ele, fitando-o com ódio nos olhos. – E não se atreva a ofender a minha esposa. Ou terei que desafiá-lo para um duelo. – Completou encarado o nosso ofensor.



- Meu caro, Lorde Foste, eu casei por amor! Desde a primeira vez que vi o meu marido, eu o amei e desejei casar com ele. Saiba que não foi um sacrifico para mim esse casamento. Pelo contrário, eu me orgulho do ele que é! Eu tenho um marido companheiro, carinhoso, amigo e compreensivo. Eu não tenho nojo dele, como teria se o meu marido fosse o senhor! Eu nem me imagino casando com um homem feio, fedido, repugnante e grosso como o o senhor! - Todos arregalaram os olhos e ele me encarava com olhos arregalados. – Para muitas mulheres, viver com meu Jacob seria uma recompensa. Ele é super inteligente, educado e mais refinado que muitos lordes que conheço. Então não venha se intrometer no meu casamento e na escolha que fiz, porque isso em nada lhe diz respeito. – Respirei fundo e continuei.



- Milord quer falar em verdade¿ Vamos falar de verdade então... Eu não me importo em nada. – Ri e arqueei as sobrancelhas. – Pergunte a sua filha sobre a verdade, milord! Pergunte para ela sobre os passeios que fazia ao redor do castelo dos Black¿ OH!! Está surpreso¿ Quer ouvir mais¿ - Perguntei olhando para Caroline, que ficou vermelha de vergonha e com olhos cheios de lágrimas.



- O que está insinuando, Milady? Não faça rodeios!



- Insinuando¿ Só estou dizendo para você olhar para a sua casa cheia de mentiras, antes de apontar o dedo para o espelho sujo dos outros. Milord é arrogante, prepotente e cego...Além de tudo isso, é um ignorante! – Gargalhei. – Conte para ele sobre os seus passeios no rio, Caroline!



- Lady Black está insinuando algo sobre a minha noiva¿ - O Duque, noivo de Caroline perguntou.



- Caro Duque, eu não faço insinuações. Quando tenho que falar alguma coisa eu simplesmente falo. – Respondi fitando-o e vi que ele estava muito interessado em saber o que tinha para dizer.



- Essa mulher é louca! Está me fazendo calúnias, porque não gosta de mim. – Ela já estava chorando apavorada.



- Louca¿ Eu¿ Caroline, se fosse você ficaria calada, porque já me irritou demais por essa noite. – Disse para ela.



- Caro, Duque... – Tentei continuar, mas não lembrei o nome de noivo de Caroline.



- Alexander! – Disse me encarando e todos olhavam apavorados com as minhas insinuações.



- Tudo bem, Alexander! – Respondi. – Se eu fosse o milord, antes de casar, mandava alguém de sua confiança examinar a sua noiva. – Dei um sorriso malicioso. – Se é que me entende! – Todos começaram a cochichar e Lorde Foster me interrompeu.



- Foi longe demais garota! – Disse apontando o dedo para mim.



- Não tão longe quanto o senhor! – Disse rebatendo e Caroline se levantou da mesa chorando envergonhada. – Caroline! O que te disse quando se jogou sobre o meu marido quando chegamos continua a valer. Não foi um conselho e sim uma ameaça. Se eu te pegar rondando o nosso castelo novamente... – Encarei os seus olhos arregalados e todos olhavam para ela, que se encolheu envergonhada. – Esse rosto lindo vai parar em estrume de cavalo. Estamos entendidas¿ Preciso avisar novamente para ficar longe do meu marido, sua cortesã¿ - Todos na sala fizeram “OHHH” quando disse isso e ela saiu correndo envergonhada.



- Como acusa minha filha desse jeito, sua fedelha¿ - Disse Lorde Foster envergonhado para mim.



- Eu estava quieta, Lorde Foster. Não fui eu quem começou a discussão. Já havia avisado a sua filha para se manter longe, quando se jogou sobre o meu marido. Eu teria me calado se não fosse tão prepotente e arrogante. Agora eu aviso ao Lorde... – Olhei com raiva para ele. – Se fizer qualquer coisa contra qualquer um dos membros da minha família... – Comecei a rir com jeito debochado. – Sabe esses meninos que ficam a gritar nas ruas “extra extra filha de general corre atrás de homem casado!” Preciso ser mais clara¿ Não se atreva a tocar em minha família, a menos que queria que os podres da sua filha cheguem aos ouvidos da corte da Rainha Vitória. – Peguei a mão de Jacob e me levantei. Observei todos me olhando espantados. – Agora se me dão licença, já fui destratada demais em sua casa. Nunca fui tão maltratada em minha vida. – Disse com raiva. – Lady Foster, acho que deveria pedir umas dicas para a minha avó querida. Essa recepção foi péssima.



O homem estava arrasado, envergonhado e não sabia se abaixava a cabeça ou me olhava indignado com as minhas acusações. Seus convidados perplexos nos observavam enquanto Jacob e eu saíamos da mesa.



- Eu disse que minha esposa era forte, decidida e perspicaz... Não deveria ter provocado a sua língua. Agora se nos dá licença! – Jacob me deu o seu braço e saímos da sala de jantar.



Quando chegamos à porta, meus pais, avós e tios vinham atrás de nós indignados com a situação.



- Renesmee, o que disse é verdade¿ - Minha mãe perguntou indignada e todos nos olhavam.



- Jacob e Caroline foram amantes antes de casarmos. E ela andou correndo atrás dele. Quando chegamos aqui, só faltou pular em seu colo, ignorando a minha presença. Mas a coloquei em seu lugar e avisei para não se atrever a chegar perto.



- AH, filha! – Minha mãe olhou com raiva para Jacob.



- Não há mais nada entre nós desde que casei com sua filha. O meu passado ficou para trás e não posso apagar esse fato. – Jacob disse para minha mãe.



- Tem noção que você acabou com a garota¿ - Rosalie disse com aquela expressão indignada.



- E o que queria¿ Que permitisse aquele homem insuportável humilhar meu pai e o meu marido¿ Não mesmo!!! Sua filha é uma vaca porca que se deitava com macho no meio do estrume dos cavalos. Ele não tem nada que falar da minha vida... – Cuspi as palavras com raiva e todos me observavam. - Eu não sou baú para guardar nada!! Falo mesmo!!! Se me der um tapa, eu darei dois.





- O que está feito, está feito! Agora vamos embora! Tornamos-nos pessoas não gratas neste lugar. – Meu avô disse e saímos.



Caminhei de braços dados com Jacob até a nossa carruagem. E quando chegamos, Jacob abriu a porta e me ajudou a entrar.



- Ness, eu tenho orgulho de você, sabia¿ Você é tão forte e corajosa. – Disse ao se sentar ao meu lado, pegou a minha mão e beijou. – Você realmente tem orgulho de mim¿ Não se arrepende de ter se casado com um homem como eu¿ - Perguntou encarando os meus olhos, com encantamento e admiração.



- Não, Jacob... – Meus olhos encheram de lágrimas naquele momento, sentindo como ele me via com admiração. – Eu sempre o amei... Sempre. – Encostei a cabeça em seu ombro e ficamos em silêncio o resto da viagem.



Estava tão cansada, que acabei adormecendo e quando acordei, estava deitada em minha cama, com ele tirando os meus sapatos.



- Desculpe! Não queria acordar você, pequena. – Disse e sentou ao meu lado.



- Não tem problema. – Respondi bocejando.



- Eu já estou indo. Vou deixá-la dormir em paz e descansar para a corrida de amanhã. – Disse beijando a minha testa e meus olhos encheram de lágrimas. Senti um aperto no coração ao ver uma tristeza em seus olhos.



- Onde vai, Jacob¿ Não vai dormir comigo¿ - Perguntei tentando segurar as lágrimas para não caírem em meu rosto.



- Ness, essa noite eu preciso ficar sozinho para pensar. Tenho que tomar uma decisão muito importante sobre nós dois e preciso fazer isso sozinho. – Disse com os olhos cheios de lágrimas.



- Decisão¿ Que decisão¿ - Segurei o seu braço quando ameaçou levantar da minha cama.



- Eu tenho que fazer o melhor para você. – Uma lágrima rolou em seu rosto e sua voz ficou embargada. – Não posso ser egoísta e te manter presa junto a mim. Já deveria ter feito isso há muito tempo, mas acabei me apegando demais a você, pequena.





- Jacob, do que está falando¿ - Eu já chorava percebendo que ele estava se despedindo de mim. Seu tom formal, as lágrimas em seu rosto e a tristeza deixavam claro que era uma despedida. Senti meu coração apertar, subi o meu corpo e o abracei forte para impedir que saísse.



- Ness, não dá para vê-la humilhada todas as vezes que saímos juntos. Isso nunca vai melhorar... – Fechou os olhos e pressionou os lábios como se estivesse com dor.



- Está fazendo isso por Caroline¿ É ela que ama¿ - Meu coração estava se rasgando com aquela dor insuportável. Sabia que não viveria sem Jacob e vê-lo se despedir de mim era mais do que eu poderia suportar.



- Eu não amo Caroline, Ness... Nem sei se realmente amei. – Ele chorava angustiado enquanto olhava para outro lado do quarto, para fugir do meu olhar choroso e desesperado.



- Então por que faz isso¿ Não entendo!



- Ness, você é jovem e ainda pode se casar com um nobre. Ter filhos nobres e ser respeitada pelas pessoas. Não é justo que passe tantos constrangimentos por minha causa, pequena. – Colocou a minha mão em seu peito, chorou por um momento e depois voltou a falar. – Eu gosto muito de você para permitir isso... Você é o meu Sol. – Sussurrou baixinho em meu ouvido.



- Se eu sou seu sol, não me abandone, amor! Não suportarei viver sem você, Jacob... não fiz isso conosco! – Apertei fortemente seu corpo contra o meu e ficamos chorando baixinho por um tempo.



- Tudo o que eu fizer daqui para a frente, é para o seu bem... Eu te quero muito bem para vê-la sofrer. – Beijou a minha cabeça e acariciou as minhas costas. – Eu pedirei a anulação do nosso casamento e a deixarei livre para começar de novo. – Uma dor tão grande invadiu o meu coração, que não conseguia nem falar nada. Perdi o ar, fiquei tonta, senti tudo ficar escuro diante de mim naquele momento. Não queria perdê-lo e não saberia como seria a minha vida sem ele. Já havia sofrido tanto desde o dia em que me casei, que fiquei completamente sem forças para gritar com ele e implorar que não me abandonasse.



Jacob me deitou na cama, passou a mão em meu rosto e ficou me olhando por um momento.



- Nosso casamento não foi consumado e encontrei uma forma de anulá-lo, pequena. Conversarei com o seu pai e tenho certeza de que entenderá depois do que aconteceu hoje à noite. – Eu chorava muito enquanto ele sussurrava as palavras, com as lágrimas caindo em seu rosto. – Você encontrará um homem bom e terá filhos bonitos com ele... Será feliz... – Passou a língua nos lábios e se levantou.



- Não... – Sussurrei sem forças.



- Amanhã quero que você brilhe e mostre para todo mundo que Renesmee Cullen não tem medo de nada. Que é forte e corajosa para enfrentar um cavalo arisco... – Deu um leve sorriso. – Eu estarei lá para ver a sua glória, minha querida. – Beijou a minha mão. – Todos te aplaudirão e quem te desdenhou, irá se curvar diante da sua glória.



- Eu não posso sem você... – Sussurrei sem forças para falar.



- Eu estarei ao seu lado, pequena... Sempre velarei por você de longe... Sempre aplaudirei as suas glórias. – Dizia chorando. – Mas isso tudo de longe para não te envergonhar.



- Jacob, não... Eu não posso...



- Você pode, Ness... – Inclinou a cabeça e beijou os meus lábios gentilmente, fazendo movimentos carinhosos enquanto chorávamos juntos. – Pode me perdoar por não ter amado você como merecia¿ - Sussurrou entre beijos.



- Ãn ãn. – Eu não saiba o que dizer e o que fazer diante daquelas palavras. Sabia que ele gostava de mim. Mas se achava um problema em minha vida. Nossa dor era tão forte naquele momento que mal conseguíamos falar o que sentíamos. Só chorava e chorava, com lábios trêmulos, a respiração irregular e um nó prendendo minha garganta. Queria gritar e brigar com ele. Dizer que o amava e não abriria mão do nosso casamento. Que não me importava com a opinião de ninguém. Que não temia as humilhações que poderia passar. Apesar disso, não conseguia reagir diante da sua atitude, só chorava com aquela dor me rasgando por dentro, enquanto as lembranças de seus beijos e toques vinham a minha mente para me atormentar ainda mais.



- Deixa eu te ajudar com essas roupas. – Disse e puxou o meu corpo, depois me colocou de pé, virou-me de costas e começou a desabotoar o meu vestido, desamarrou o espartilho e depois o tirou delicadamente.



- ãnn ãnn ãnnn ãnnn



Depois que me ajudou a tirar toda aquela roupa, deixando-me apenas de calças bufantes e camisola, deitou-me na cama e me cobriu com o lençol.



- Dorme bem, minha pequena! – Beijou minha testa, pegou as peças de roupa no chão e caminhou até uma poltrona no canto do quarto, colocou as roupas e depois saiu sem olhar para trás.


---- xx-----

Nota: Glau/ E ai? Gostaram? A pobre da ess só sofre. kkkk To vendo que a Sonia vai me xingar no comentários. kkkk Bem, o próximo será o último cap e vcs saberão se a nossa pequena valente conseguiu conquistar o amor do seu marido confuso. kkkk

Olha, a Valéria ainda não mandou a parte delea e eu estou aindo para o salão. Depois que ela enviar, eu faço as alterações que ela pedir. Não dever ser muita

Tentei fazer uma capa com a Ness chorando. Usei dois tutoriais, pedi ajuda para a Sophia, mas a capa nao saiu de jeito nenhum. Sou burrinha no Photoshop e tenho que estudar mais para melhorar. Então me perdoem, pois coloquei uma figura que achei no google.



bjus no core



n/h: AFF! Vc tinha que acabar esse cap assim? Tão deprimente e sofrido...ah meu Deus!....gente o que isso? A Ness deu um show de bronca no velho rabugento...e jogou tudo no ventilador...kosdsokoaskkso...ainda defendeu os Cullen...Mas Glaucia vc não gosta da Ness? Mulher tu faz a guria sofrer demais Ó... Falo mesmo!!! Se me der um tapa, eu darei dois...é assim que se faz Ness!!! Meninas o lesco lesco será mesmo qdo hein?....Judia de nós autora...má!...bjs meninas... [NOTA DA VALÉRIA: Até eu fiquei com um aperto no coração. Glaucia, isso não é coisa que se faça conosco. Puxa, quando eu penso que eles iriam chegar em casa, e se entenderem, você faz isso. Tô chorando até agora!!!!]



1 comentários:

thayná stéphany rodrigues santiago disse...

Uau eu realmente não esperava por isso

Postar um comentário