sábado, 28 de janeiro de 2012

Capítulos de Para Sempre





OS LINKS DESSA POSTAGEM FORAM DESATIVADOS.

EM BREVE NAS LIVRARIAS!



A Vidente - Hannah Howell


A Vidente
Autora:  Hannah Howell


Primeiramente devo dizer que sou apaixonada por romances históricos, de regência, e esse foi o primeiro que li que não foi lançado pela editora Nova Cultural. Para mim foi uma grata surpresa e quando comprei o livro, não tinha noção do conteúdo. Nem sabia que se tratava de um histórico, quando comprei por uma indicação. Depois descobri que fazia parte.

  

Bem, os Wherlocke’s e os Vaughn’s são duas famílias que possuem dons especiais. Esses dons - vidência, sensibilidade, intuição, leitura de mente, cura... -  que os tornam reclusos e afastados da sociedade. Através do seu dom Chloe descobre uma terrível trama e salva a vida de bebê. Ela e seu primo Leo o protegem por algum tempo, observando de longe os acontecimentos antes de intervirem. Assim acabam salvando também a vida do pai do menino, o conde Julian. Eles passam a tentar juntar provas contra os inimigos do conde e a partir desse momento, começa uma trama de mistério, traição, assassinatos e amor.

O que gostei no livro foi à união dessas duas famílias. Sabe aquela família com 7 filhos, que saem ao socorro do irmão mais novo que está apanhando? Pois, é! Quando um dos membros da família corre perigo, os outros saem em defesa e colocam os seus poderes em prática.  O final do livro também me agradou bastante e me deixou curiosa pela continuação.

Abordando a época em questão, dizer que por se tratar de um histórico, esse livro não foi exatamente fiel aos costumes, sabendo que uma obra precisa seguir os costumes locais e período que é retratado. Ele não exatamente um histórico que segue as normas.  Destacarei apenas um fato que a meu ver foi o que quebrou a obra.

Naquele período uma “donzela” jamais poderia ficar sozinha com cavalheiros, sem expor a sua reputação, para não dizer arruinar. Acho que esse é o ponto mais falho do livro. A nossa protagonista vivia sozinha com o primo e em determinado momento da trama passa a dividir o mesmo teto, e a cama do protagonista, que ainda por cima é casado... Completamente inaceitável. Se fosse um livro que seguisse a risca os costumes, ela estaria completamente e irrevogavelmente arruinada. Por isso o seu primo deveria o primeiro a zelar pela sua honra e não servir como alcoviteiro. Esse foi o ponto crucial a meu ver e o que mais me chocou.

Outro ponto que não gostei no livro foi à fraqueza de Julian. Sinceramente todos os condes sobre que li tinham o mínimo de dignidade. Já Julian é um fraco, bêbado e corno. Tudo bem que ao longo do livro ele demonstrou alguma força, mas como um todo as suas atitudes deixaram muito a desejar. Não foi o normal do que se esperaria de um aristocrata com título.

O início da trama foi um pouco confuso e demorei um pouco para me situar. Depois tentei me ater aos fatos, mas achei que não foram bem amarrados pela autora. Quando cheguei ao meio do livro, mais ou menos, consegui me encontrar na estória e até a gostar dela. Tirando esses pontos negativos, eu até gostei muito do livro e logo comprei os outros dois para ler.


A capa dos três livros dessa trilogia são maravilhosos e super delicadas. Na versão originai podemos ver homens com torsos expostos, deliciosamente. Mas a Lua de papel preferiu uma capa bem mais trabalhada e devo admitir que acertaram em cheio, porque são super convidativas. 





Espero que gostem! Esse não foi o melhor dos três, sinceramente, mas ajuda para quem deseja entender o segundo e o terceiro. As críticas que li sobre ele não foram boas, mas prefiro ficar com minha opinião. Gostei e pronto! Quem quiser correr e risco, tirando as próprias conclusões, leia essa trilogia. Quem não quiser arriscar, simplesmente o ignore.

Assim que estiver com tempo livre, escreverei para vocês sobre A sensitiva e A intuitiva

Sinopse:

Estamos no século XVIII, na Inglaterra georgiana. Como todas as gerações de sua família, Chloe Wherlocke possui habilidades especiais, e o seu dom é enxergar além da visão física.

Em 1785 ela prevê a morte de uma mulher que acabara de dar à luz e toda uma trama para atender a motivos escusos. Ao encontrar uma criança abandonada ao lado do corpo da mãe, ela salva o bebê e o cria escondido do mundo. Fazia isso por amor, mas talvez houvesse neste gesto alguma força do destino...

Com o passar dos anos, Chloe descobre que o encontro com a criança não havia sido uma simples coincidência e nota, pouco a pouco, um desenrolar de acontecimentos que envolviam todos os membros de sua família, num jogo de traições, mentiras e assassinatos.

Consciente de tudo, ela precisa ser rápida para salvar a vida do pai do menino, o conde Julian Kenwood, e avisá-lo que o filho não morreu. Mas, ao se aproximar da família Kenwood, Chloe percebe seu sentimento de proteção por Julian se transformar enquanto a cada momento tudo fica mais perigoso.

Trecho:
Julian tinha sentido falta das visitas de Chloe apesar de saber que não deveria. Sabia que deveria ter usado o tempo para tirá-la da sua mente, mas, em vez disso, acabou passando muito tempo pensando nela e se perguntando por que ela não o visitava mais com a mesma freqüência. Só de ouvir sua risada foi o bastante para reavivar todo o desejo que imaginava estar curado. Ele se levantou e avançou um passo, atraído pelo modo como uma mecha dos cabelos dela pendia solta, livre do laço que prendia o restante para trás. Ao mesmo tempo em que uma voz no fundo da sua mente dizia para ele se afastar e não tocá-la, Julian avançou e gentilmente ajeitou a mecha de cabelo atrás da orelha. "E que bela orelha", pensou.Num esforço tremendo para desviar os olhos daquela boca sedutora, seus olhos se encontraram. Ele se perdeu nas profundezas daquele azul intenso. Julian começou a aproximar a sua boca da dela, ignorando os ruidosos alarmes que apitavam dentro de sua mente. Há tempos estava curioso para descobrir como seria o sabor daqueles lábios e já não conseguia mais resistir à tentação. Seus olhos arregalados diziam que ela sabia o que ele estava prestes a fazer, mas mesmo assim não fez nada para tentar impedi-lo. Aquilo o deixou alegre e ao mesmo tempo desapontado.

Chloe sabia que Julian estava prestes a beijá-la. Sabia também que deveria afastá-lo, para lembrá-lo severamente de que ele era um homem casado e então sair correndo o mais rápido que conseguisse. Mas, em vez de correr, ela se inclinou na direção dele, ansiosa por tocar naquela boca. Nunca tinha sido beijada e sabia que queria que ele fosse o primeiro, mesmo que, depois do beijo, a realidade da situação fizesse ambos se afastarem.

No momento que seus lábios se encontraram, Chloe soube que estava em apuros. Enquanto Julian roçava a boca sobre a dela, seus dedos deslizaram entre seus cabelos e ela estremeceu com a força que o desejo rugiu dentro de seu corpo. Não era decente beijar um homem casado. Cautelosamente, com medo de que o menor movimento seu pudesse fazer com que ele recobrasse o bom-senso, ela pousou as mãos sobre o peito dele. Julian reagiu com um gemido suave e aumentou a pressão dos lábios. Subitamente, o beijo não era mais um simples e breve ato de satisfazer uma curiosidade travessa.Seus sentidos balançaram quando ele mordiscou de leve seu lábio inferior. Quando ela ofegou por causa do calor que se ergueu, ele enfiou a língua dentro de sua boca. A invasão a surpreendeu por uma fração de segundo apenas, antes que as carícias sedutoras da língua roubassem seus últimos resquícios de resistência para que ela então entrelaçasse os braços ao redor do pescoço de Julian e se entregasse à delícia inebriante do beijo. Neste momento, ela teve a certeza de que nunca tinha provado nada tão bom, com um sabor tão doce.

Quando Julian se afastou abruptamente, Chloe deixou escapar um protesto baixinho, quase mudo. Ela abriu os olhos e percebeu que ele a encarava horrorizado. Uma pontada de dor quase lhe roubou o ar, mas então notou que ele estava um pouco ruborizado e tão ofegante quanto ela. Não foi aversão que o fizera parar, mas o bom-senso. Chloe soltou um longo suspiro, lamentando por ele ter encontrado a razão, que ela tinha deixado de lado sem dificuldade. — É de ferver o sangue, mas você é tão abominavelmente inocente — ele murmurou enquanto a puxava pela mão e a arrastava para fora do quarto.

De repente, Chloe se viu no corredor com a porta do quarto de Julian fechada atrás de si. Ela balançou a cabeça, numa tentativa de recuperar o raciocínio. Quando passou a língua sobre os lábios, percebeu que o gosto dele ainda estava lá e sentiu um aperto no fundo do estômago. Ele tinha razão em ter posto um fim naquilo, mas ela desejou que ele não tivesse recuperado os sentidos tão rapidamente.

Ajeitando os cabelos distraidamente, ela começou a descer a escadaria. Aquele beijo tinha conseguido muito mais do que disparar seu coração e fazer com que o juízo escapasse pelas orelhas. Ele tinha feito com que ela tomasse uma decisão. Depois de vinte e dois anos sem nunca ter se interessado por um homem, agora ela estava disposta a ver até onde este interesse poderia levá-la. Não importavam as conseqüências. 


Bjus no core.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Um dia





Um dia
David Nicholls

Um dia é um fenômeno editorial no Reino Unido, sucesso absoluto de crítica e público, e teve o roteiro adaptado para o cinema pelo próprio autor, David Nicholls. O filme, dirigido pela cineasta dinamarquesa Lone Scherfig, que também dirigiu Educação, traz a atriz Anne Hathaway no papel de Emma Morley.

Eu nem sei como começar a falar sobre esse livro. Então irei direto ao ponto, OK? Esse livro é simplesmente EXCEPCIONAL. Fiquei pensando em várias formas para começar essa resenha, então decidi ir direto ao ponto. Ele é maravilhoso, surpreendente e faz o leitor pensar do início ao fim. Ouso dizer, pois é a minha opinião sincera, que o David simplesmente superou o Nicholas Sparks em todos os livros dele que já li. Alguém pode vir e me contestar. Eu até aceito isso. Mas nenhum outro livro me fez parar para pensar tanto como esse. Foi um verdadeiro choque de realidade do início ao fim. Ainda agora eu me pergunto: “O que estou fazendo da minha vida?” Entretanto, como tenho que ser sincera, devo adverti-los que esse não é o livro ideal para os “fominhas por leitura”. Ai você me pergunta: “Mas por que, Glau?” Eu te respondo: “Esse é o tipo de livro que você não consegue ler rápido. Simplesmente a coisa não rola”.

Primeiro motivo é o fato do autor ser muito detalhista e em cada capítulo abordar tantas coisas, muito minuciosamente, que o leitor precisa que com muita calma. Muitos deles - músicas, citações, autores e locais - descritos no livro eu se quer conhecia. É uma leitura abordada de forma muito inteligente e com certo humor.

O segundo ponto é o fato do livro fazer o leitor pensar demais. Às vezes eu lia um pedaço de um capítulo e tinha que parar para dar uma aliviada e vários pensamentos surgia. Isso ocorreu praticamente o livro inteiro. Então, para quem gosta de devorar, devo dizer que isso é um desafio. AHHHHH! Eu mesma quando o olhei pensei: “Ops! Em dois dias eu mato esse livro”. E não foi bem assim... Foram quatro noites e cinco manhãs lendo de pouco a pouco. Ontem foi a noite mais crucial, porque eu desligava a luz para dormir e tempo depois ligava para voltar a ler. Fui levando assim até dez minutos para 01:00 hs.

Bem, quem diria que uma transa poderia levar a uma grande amizade? Uma noite, um dia e uma conversa, digamos para lá de chata, levou dois jovens, no último dia na universidade a se tornarem grandes amigos. Essa amizade perdurou durante anos e em cada capitulo, o autor conta o que acontecia com eles no aniversário daquele encontro. Muitos altos de baixo, Emma inicialmente vivendo a vida de forma triste, sem perspectivas e tentando encontrar um rumo, já Dex vivendo a sua como se ela fosse uma festa: bebidas, drogas, mulheres, viagens e diversões.

Em certos momentos eu consegui me identificar com Emma e até ser um pouco condescendente com a sua situação. Já com Dex eu fiquei bem chateada, para dizer a verdade, porque ele vivia a vida como se estivesse a passeio e magoou pessoas.

O autor narra os altos e baixos de cada um no mesmo período, as cartas, encontros e desencontros , fazendo o leitor torcer, de certa forma para a vida seguir um curso legal para ambos. Os diálogos e as cartas foram engraçados e de certa forma conturbadas, cheia de humor sardônico. Ambos muito inteligentes e defendendo o seu pensamento e modo de vida. Algumas vezes houve ruptura e os dois se afastaram. Eu confesso que foram partes que me deixaram muito triste. Fiquei até deprimida, devo confessar.

Enquanto Emma tentava encontrar o seu rumo e crescer, não só como mulher e pessoa, mas também na vida profissional, correndo atrás dos sonhos; Dex regredia ano após anos, afastando as pessoas, tornando-se uma pessoa antipática, solitária e de certa forma odiava. Tudo parecia ocorrer em sentido contrário entre eles, até que chegou a um ponto em que nem Emma o suportava mais.

Eu não posso contar mais sobre o livro, além disso. Só que posso dizer que foram quase vinte anos para que os dois finalmente se descobrissem de outra forma. Não por culpa de Emma, que sempre foi o ponto de apoio dele, mas por suas atitudes inconseqüentes e egoístas.



Dito isso, tenho certeza que esse é o livro que todos deveriam ler. Uma verdadeira lição de vida, que faz o leitor pensar sobre as suas próprias decisões. Hoje estou fazendo uma reflexão sobre a minha própria vida e de uma coisa tenho certeza, não quero que continue como está. Simplesmente não posso viver de forma passiva. Preciso correr atrás dos meus sonhos e ser objetiva nisso. Não estou à vida a passeio e não posso vê-la como se fosse um telespectador em um reality show. Essa foi à lição principal, entre muitas outras, que aprendi com esse autor.

Se você ainda não comprou o livro, mesmo que não faça o seu gênero, acho que realmente deveria comprá-lo.

Espero que realmente gostem do que vão ler e tentem extrair o que há de bom, deixando para trás o que não agrega.

Segue o trailer do filme:



Eu já assisti ao filme duas vezes e a estória não sai da minha cabeça. Sinceramente foi algo que me tocou muito.

Espero que gostem

bjus no core

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Faz de conta que foi assim7

CAPÍTULO 6 – CASTELO DE AREIA
TANTO QUERER
(Geraldo Azevedo – Nando Cordel)
Quando a gente se encontra,
cresce no peito
um gosto de vida,
um sorriso,
tanto querer...
É quando a luz da saudade
acende de um jeito
Se faz tanto tempo a gente
não quer nem saber
Agora será como sempre,
eterno,
presente...
Certeza que mesmo distante,
em nós resistiu.
Seja luar,
amanhecer,
saudade vem e vai,
AMOR é o que me levará a você...
...”Não vamos fuçar nossos defeitos
Cravar sobre o peito as unhas do rancor
Lutemos, mas só pelo direito
Ao nosso estranho amor”...


Edward atendeu o telefone meio irritado. O que Conrad Allister poderia querer com ele às duas da madrugada?

Não tinha lido o relatório anterior e nem leria o último que ele estava elaborando, mesmo que tivessem lhe custado dez mil dólares.

– Alô!

– Ed, aconteceu uma coisa horrível!

A sonolência amortizou o susto de Edward.

– O que foi, Conrad? – Perguntou, pouco interessado.

– Estava seguindo Isabella aqui em New York e acabei perdendo-a de vista, depois que fugiu do aeroporto, desistindo de ir para a Inglaterra se casar. Só agora descobri seu paradeiro e não tenho boas notícias para lhe dar...

As palavras afobadas do detetive fervilhavam na cabeça de Edward. “New York”... “Fugiu”... “Casar”... “Inglaterra”... “Notícia”... “Horrível”...

Pensou tratar-se de um pesadelo. E dos piores que já tinha tido.

– Isabella levou um tiro durante um assalto e corre risco de morte! – Conrad finalizou a sentença que ainda parecia sem nexo em sua cabeça.

Edward sentou-se em choque na cama, agindo como se uma descarga elétrica de milhões de volts o tivesse atingido.

– O... O que você está dizendo?

– Me informaram que ela está em coma induzido depois da cirurgia em sua cabeça. A enfermeira falou algo sobre perda de massa encefálica e sobre perda de memória, mas não entendi muito bem. Amanhã de manhã, quando o médico dela chegar, terei melhores informações. Acho que ela não escapa.

A cada segundo que se passava parecia que a potência da descarga elétrica aumentava.

– Irei para New York o mais rápido que conseguir.

Edward pulou da cama sem saber o que fazer primeiro. O desespero o tomou de forma que não conseguia concatenar suas idéias. Ligou para Emmet, contando o que acabara de saber. Estava à beira de um ataque nervoso.

– Ed, fica calmo. Estou indo par o seu apartamento. Vai trocando de roupa, toma uma água, que quando eu chegar aí a gente vê o que faz.

Emmet percebeu que o amigo estava em pânico e sabia que não podia deixá-lo sozinho numa hora daquelas.
Edward abriu o guarda-roupa e não conseguia achar algo para vestir. Um único pensamento tomava conta de sua mente: Bella estava morrendo!!

Ele conseguia conviver com sua indiferença, com seu ódio, com seu desprezo... Mas imaginá-la morta era uma dor maior do que poderia agüentar.

Edward balançou a cabeça tentando espantar o pessimismo. “ Ela não vai morrer, não vai!! Bella é forte e agüentará!”

Com a ajuda do amigo conseguiu se acalmar e prepararem a ida para New York. Jasper cobriria a falta deles enquanto estivessem viajando.

Agora não havia nem medo, nem covardia, nem ódio, nem nada que o impedisse de ir ver o amor de sua vida, ainda que pela última vez.

Antes de sair, Edward pegou o envelope lacrado que continha o relatório do mês passado e levou consigo. Queria entender melhor o que Conrad tinha falado sobre Isabella estar de casamento marcado na Inglaterra.
Durante o vôo, leu estarrecido que Bella, “Sua Bella”, estava de mudança para a Inglaterra, onde se casaria com James, seu atual namorado. Edward achou que enlouqueceria, tamanha a angústia que se apoderou de seu coração. Talvez aquele fosse o último preço a pagar por sua crueldade com Bella: Perdê-la pela vida e pela morte.

Conrad os esperava no aeroporto, como haviam pedido.

Enquanto iam de taxi para um hotel, o investigador foi pondo Edward a par de tudo:

– Eu queria fazer um relatório completo da mudança de Isabella para a Europa, então peguei o mesmo vôo que eles e com a ajuda de um amigo que trabalha no JFK, consegui entrar no embarque internacional pela entrada de funcionários. Fiquei sentado ao lado deles. Bella me parecia bem inquieta, até que de repente ela olhou para ele e disse que não iria viajar mais. – Conrad parecia mais assustado com a atitude surpreendente da moça do que com o acontecido. - Eu gravei o que conversaram, mas a qualidade está ruim porque ainda não tive tempo de melhorá-la.

Conrad ligou o play e entregou o pequeno gravador para Edward, que o levou próximo ao ouvido, tentando escutar melhor.

Havia muito barulho e vozes misturadas, mas dava para ouvir claramente.

– James, me desculpe, mas eu não posso ir.

– Por que isso agora, amor? Você só está assustada. Quando chegarmos lá se sentirá mais calma.

– Não, James, eu não posso voltar para a Inglaterra... Definitivamente não posso. E também não conseguirei ser a mulher que merece. Não suportaria te contaminar com minha infelicidade. Me desculpe, me desculpe...

– Bella, eu te amo muito, quero ser seu marido e te fazer feliz como nunca foi, mas se insistir com este absurdo e sair deste aeroporto, será para sempre. Nunca mais me verá. Não posso agüentar mais isso...

– Você vai encontrar alguém que te ame como merece, James.

Uma alegria despropositada tomou conta dele. Ouvir Bella dando um fora no noivo tinha um sabor de vitória para ele.

Mas então se lembrou de algo que ouvira: “Não suportaria te contaminar com minha infelicidade.”
Isabella realmente era infeliz!!... E a culpa era sua. Ela estava morrendo e ele não teria mais tempo para tentar mudar isso... Um novo tipo de remorso o tomou, o remorso pelo tempo que perderam.

Conrad continuou com sua narrativa.

– Eu saí correndo para encontrá-la no saguão, já que tive de voltar pela área dos funcionários. Cheguei a tempo de vê-la entrando em um taxi. Anotei a placa, mas não consegui segui-la. Passei horas tentando descobrir de quem era o taxi e quem era o motorista. Só o encontrei muito tempo depois. Perguntei dela e ele se lembrou na hora, me contando que a deixou em uma farmácia ao lado do New Yoker Hotel. Quando eu já estava indo embora ele me entregou seu cartão e me pediu para, caso a encontrasse, avisá-la que tinha esquecido sua bolsa em seu taxi. Tentei persuadi-lo a me entregar, mas ele falou que só devolveria em mãos.

Foi por isso que não a identificaram.

– A farmácia que ele me indicou estava fechada pela polícia quando cheguei lá. – Conrad continuou, diante dos ouvidos atentos de Edward e Emmet. – Pedi informações e o porteiro do hotel ao lado me contou que tinha acontecido um assalto no estabelecimento e que uma garota loira tinha sido baleada. Pela descrição que ele deu e pelo horário que aconteceu, desconfiei que era Bella. Liguei para alguns jornalistas amigos meus e não demorei em descobrir que a garota baleada durante o assalto tinha sido levada para o Mount Sinai Medical Center. Lá, me passando por jornalista policial, eu pude confirmar que se tratava de Isabella, apesar deles não terem nenhuma informação sobre sua identidade. Hoje de manhã, depois que te liguei, tive acesso a seu primeiro boletim médico. Explicava que ela deu entrada na emergência alerta e falando, mas não sabia dizer quem era, nem a idade e nem o que estava fazendo na farmácia. O médico falou que ela está com amnésia retrógrada irreversível, pois o tiro afetou a região da memória. Depois da cirurgia de retirada da bala, o cérebro dela começou a inchar e eles tiveram de induzir o coma para protegê-la de outros danos. Ela está mal, Edward!

Edward e Emmet ouviram tudo estarrecidos.

– Como assim, amnésia retrógrada? – Edward quis saber mais.

– Parece que ela nunca mais vai se lembrar de nada que aconteceu na vida dela antes do assalto. O médico disse que serão necessários novos exames para confirmar este prognóstico, mas que é quase certo.

– Meu Deus!! – Foi tudo o que Edward conseguiu dizer. - Assim que deixarmos as malas no hotel, vamos direto para o hospital, Emmet. Eu preciso ver Bella urgentemente.

– Ed, acho que isso vai ser impossível. Eu bem que tentei; e olha que não há nada que eu não consiga fazer; mas não me deixaram entrar na UTI. Só é permitida a entrada de parentes – interveio Conrad.

– Eu falo que sou o marido dela! – Edward falou sem pensar, irritado com a possibilidade de ser barrado no hospital.

– Se ela não se lembra mesmo de tudo o que lhe aconteceu, suas possibilidades de reconquistá-la aumentaram bastante, Ed. Pra falar a verdade, parece até que o destino está dando uma mãozinha pra você.

– Emmet pensou alto, arrependendo-se logo em seguida. - Desculpe-me, cara, foi mal! É claro que não tem nada de bom numa tragédia dessas.

A mente de Edward ainda estava presa nas primeiras palavras de Emmet, ignorando por completo suas desculpas.

A amnésia de Bella significaria sua redenção, caso ela sobrevivesse? Sem lembrança não haveria o crime. Sem crime não haveria culpado...

A chegada do taxi diante do hotel o tirou de seus devaneios.
Edward solicitou um quarto duplo para ele e Emmet e outro conjugado para Conrad. Sua facilidade de transitar nos lugares seria muito útil para conseguirem informações sobre Bella.

O detetive adorou o fato de poder sair de seu reles hotelzinho no Queens e se hospedar no Tramp Soho New York Hotel, em Manhattan. Buscaria suas coisas assim que desse.

– Ed, - Conrad falou enquanto subiam pelo elevador – essa história de querer se passar por marido da Bella é sério?

Em sua cabeça a possibilidade de um grande negócio começava a despontar.

– Se for o único jeito de vê-la, sim.

– É que eu conheço um cara, um ex-agente do FBI, que mexe com identidades falsas. Como ninguém sabe quem é Isabella, ele poderia lhe conseguir documentos que provassem que eram casados.

– Nem pensar, isso é furada cara! Como advogado, posso listar pelo menos uns dez crimes que Ed estaria incorrendo – Emmet se adiantou.

– Tudo bem então, é que eu pensei que ele estivesse disposto a fazer qualquer coisa por amor. – O detetive se desculpou.

Edward prestava absurda atenção naquele diálogo quando a porta do elevador se abriu.

Na cabeça deles o assunto não tinha terminado.

– Ed!

– Emmet!

– Conrad!

Chamaram ao mesmo tempo, já no saguão do hotel.

Emmet queria dizer a Edward que por mais que se tratasse de um crime, se fosse importante para ele estar perto de Bella, daria o maior apoio naquele plano absurdo; Conrad queria dizer a Emmet que em vinte anos de profissão, nunca vira um trabalho de Roarke dar errado; Edward queria dizer a Conrad que gostaria saber mais sobre os serviços que seu amigo prestava.

Apenas olhando um para o outro, entenderam o que deveriam fazer. Entraram de volta no elevador e foram para o apartamento de Edward e Emmet. Aquele assunto necessitava de completa privacidade e sigilo.

– Conrad – Edward falou, assim que fecharam a porta do quarto – gostaria de conversar com esse seu amigo.


...”E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também”...


Edward não mediria esforços para estar com Isabella agora. Já tinha sido covarde, omisso e cruel com ela, mas agora estava decidido a ajudá-la. Se para isso precisasse de documentos falsos, arriscaria até sua liberdade. Nada seria mais importante em sua vida, agora, do que o amor que sentia por ela.

– Na verdade eu nunca o vi. - Explicou o detetive - Ele nunca expõe sua identidade. Já fiz trabalhos para ele, mas nunca nos encontramos. Tem uma loira que faz a intermediação para ele. Ele faz muito mais do que documentos falsos. Dizem que o cara era do Marshals Service, o Serviço Federal de Proteção às Testemunhas, do FBI. Parece que ele cansou de trabalhar pro Tio Sam e resolveu trabalhar para os bandidos, que pagam bem melhor. O que eu sei é que ele e sua equipe criam novas vidas e identidades para mafiosos que querem desaparecer do mapa. Ele é conhecido como Roarke por causa daquele seriado “A Ilha da Fantasia”, aonde as pessoas iam para um tipo de paraíso tropical realizarem sua fantasias, que eram criadas pelo anfitrião e seu ajudante nos mínimos detalhes.

– “Patrão, o avião!!” – Emett imitou o anãozinho da Série, mostrando que se lembrava do programa. O riso serviu para descontraírem um pouco. Era o maior anão que eles já tinham visto.

– O cara é excepcional!! Se você quiser ele arruma mais que documentos para você, ele cria a sua vida inteira de casado com Bella, mas vai ter de colocar a mão no bolso com vontade... Bem, Isso se ela estiver com amnésia mesmo... E se sobreviver... – Conrad completou.

A idéia era completamente maluca, mas Edward ainda assim queria conversar com a assessora do tal Roarke. O detetive continuou explicando como era o serviço que o ex-agente prestava.

– Conrad, marque um encontro entre mim e essa loira o mais rápido possível e depois vá para aquele hospital e me passe, minuto a minuto, tudo o que estiver acontecendo com Bella.

– Emmet, por favor, me ajude a providenciar para que Bella tenha o melhor tratamento que o dinheiro possa pagar.

Edward estava finalmente com as rédeas de sua vida nas mãos. Antes tarde do que nunca, pensou.
Os cifrões dançavam diante dos olhos de Conrad Alister. Se o serviço fosse realmente contratado, sua comissão seria gorda.

– Tem certeza do que está fazendo, Ed? – Emmet perguntou quando estavam sozinhos.

– Não, Emmet, não tenho... Mas cansei de fazer o que julgava certo. Agir racionalmente só me afastou de Bella cada vez mais. Quero ser de novo aquele garoto de dezoito anos que queria fugir com uma menor para outro país, acreditando que amor era tudo o que precisavam para serem felizes. Tá faltando um pouco de loucura e inconsequência na minha vida, amigo.

– Conte comigo para o que der e vier, Ed Masen.

Edward sabia que a amizade e fidelidade de Emmet eram inquestionáveis. Amava-o por isso.

Depois de duas horas de ansiedade, recebeu a primeira ligação do hospital.

– Ed, Uma moça chamada Rosalie Hale irá procurá-lo hoje, às vinte e duas horas, no hotel. Eles vão revirar sua vida antes de irem aí, Cullen. Eles só trabalham com total segurança.

– Tudo bem, não tenho nada a esconder.

– Eu conversei com outro médico. Estou me fazendo passar por um jornalista que está cobrindo essa matéria

– falou orgulhoso do seu desempenho. - Informei-me e me disseram que ela permanece estável. Fizeram novos exames e continuam achando que a perda de memória é irreversível. O médico acha que o coma induzido pode ser necessário por um tempo maior. Tem um investigador da polícia que está acompanhando o caso. Ele já veio aqui várias vezes, a enfermeira comentou. Quer o depoimento de Bella de qualquer jeito. O tal do Black parece ser tão insistente quanto eu.

– Obrigado. Continue me ligando sempre que houver novidade. Pagarei por sua dedicação exclusiva, não se preocupe. – Edward agradeceu.

Emmet ligou para a administração do hospital e se apresentou como um empresário que tinha ficado consternado com a situação da garota baleada e que queria pagar o seu tratamento na Clínica Particular do
Hospital, porém gostaria de ficar anônimo.

A administração do Mount Sinai não se opôs. Já estavam acostumados com este tipo de filantropia. Solicitou apenas um depósito compulsório para garantir o pagamento e passou o número da conta onde as despesas futuras com a paciente seriam depositadas, mediante fatura enviada por e-mail.

Depois de tudo resolvido, Edward tomou um banho e deitou em sua cama. Faltavam três horas para o encontro. Tentaria descansar um pouco... Isso se conseguisse manter seus pensamentos sob controle.

Sem conseguir esperar, ligou para Conrad para ter novas notícias, mas o quadro continuava o mesmo.
Edward queria essa documentação o mais rápido possível, para poder ver Bella. A história da “Ilha da Fantasia” não saía de sua cabeça. Já tinha assistido alguns capítulos da série, num desses canais que passavam programas dos anos setenta. Tudo sempre terminava bem para os visitantes e eles iam embora felizes e realizados. Bem que podia ser assim com ele e Bella, sonhou acordado.


Conrad não tinha dito que a tal Rosalie era tão linda. Aparentava ter a mesma idade que ele, supôs.

– Boa noite, Stª Hale. Entre, por favor. – Edward a cumprimentou.

– Boa noite, Sr. Cullen. – respondeu com uma voz sedutora.
Sentaram-se na mesa da anti-sala. Emmet ficou no quarto, evitando ser visto.

– O Sr. McCarty não irá participar de nossa conversa? Não há necessidade que fique no quarto. – Rosalie falou, mostrando que tinha completo controle de tudo o que acontecia ali.

Edward ficou um pouco constrangido com a situação e chamou o amigo para junto deles.
Assim que passou pela porta, Emmet se encantou com a beleza da moça. Abriu seu melhor sorriso, acentuando as covinhas em sua face, que lhe davam um aspecto quase infantil.

– Boa noite, Stª Hale. Vejo que não se parece em nada com o Tatoo – brincou.

Aquele monumento de mulher definitivamente não lembrava o anãozinho da série, pensou.
Recebeu um olhar frio como resposta, mas não se importou, gostava de mulheres difíceis.

– O que quer de nós, Sr. Cullen? – Rosalie foi direta.

– Bem eu... Eu ... É... Eu queria...

– Quer que criemos um casamento perfeito para o senhor e Isabella? – Ela se adiantou, impaciente com a gagueira de Edward.

– Na verdade isso é tão surreal que eu nem sei o que estou desejando.

– Podemos criar a fantasia que quiser, desde que tenha dinheiro para pagar, o que não parece ser seu caso. Apesar de rico, não cremos que tenha cinco milhões de dólares em cash para tornar Isabella Swan sua esposa feliz e apaixonada... Este é o preço da sua felicidade, Edward Cullen...

– Cinco milhões de dólares?? – Emmet perguntou, espantado.

– Geralmente cobramos menos, mas este é um caso especial. Um dos protagonistas não está de acordo com a fantasia. Esta é uma regra que nunca quebramos, mas como ela está com amnésia e não se lembrará de nada, abriremos uma exceção.

Edward percebeu que em pouco tempo eles já conheciam detalhes do caso. Deviam ser realmente bons no que faziam.

– O que eu teria em troca de tanto dinheiro?

– Uma vida nova. Com passado e presente. O futuro fica por conta do cliente. Arrumaremos documentos, lembranças, casa, até filhos se quiser. É claro que não podemos matar todos que conhecem a verdadeira história de vocês, então é necessário que se afastem dos lugares onde podem ser reconhecidos. Lembre-se, Sr. Cullen, existem limitações. É apenas uma fantasia, como um lindo e perfeito castelo de areia... Mas ainda assim, de areia.

– Mas como vocês fariam isso? – Perguntou incrédulo.

– Sr. Cullen, diga-nos apenas o que quer. Como fazer é por nossa conta. Posso garantir-lhe que ficará satisfeitíssimos. Somos extremamente minuciosos e detalhistas. Nossa equipe conta com uma rede de profissionais de todos os ramos. Desde funcionários do alto escalão do governo até o mais simples do cidadão.

– Quanto tempo levariam?

– Somos rápido. Quanto mais material de trabalho nos passar, menor será o tempo.

– Que tipo de material?

– Passarei uma lista assim que efetuar o pagamento. O Sr. Alister disse que tem relatórios sistemáticos da vida dela nos últimos cinco anos. Isso será excelente. Precisaremos também das malas dela e da bolsa, mas já sabemos como conseguí-las.

– Eu tenho de digerir todas essas informações e verificar minha capacidade de pagamento. Assim que tiver uma resposta, entro em contato. – Edward falou.

– Ficaremos aguardando.

Rosalie despediu-se e foi embora, seguida pelo olhar malicioso de Emmet que não conseguia disfarçar o quanto se interessou pela moça.

– Foi bom enquanto durou, Ed. Você não tem cinco milhões para bancar esta loucura.

– Não, não tenho...

– Parecem que são profissionais. Coisa grande, heim!!

– Pelo preço que cobram, tem de ser serviço de primeira.

Edward se deitou e ficou mirando o teto. Seu coração estava apertado, pensando no sofrimento de Bella naquele leito de hospital. Mais uma vez ela estava lutando para sobreviver, vítima da crueldade alheia. A vida tinha sido muito injusta com ela, pensou, imaginando a solidão que poderia estar sentindo naquele hospital.

Como gostaria de fazê-la feliz!!! De ter a oportunidade de consertar seus erros e devolver à Bella toda a alegria que lhe foi negada.

Cinco milhões!! E depois diziam que a felicidade não tem preço... Podia não ter para aqueles que têm a sorte de encontrá-la pela vida, mas para ele e Isabella só restava uma opção: Comprá-la.

Não tinha como levantar essa quantia sem dispor de parte de seus bens. Poderia usar as suas ações da Netsale como garantia em um financiamento, mas precisava do dinheiro com urgência e não poderia se dar ao luxo de esperar. A menos que...


...”De jeito maneira
Não quero dinheiro
Quero amor sincero
Isso que eu espero
Digo ao mundo inteiro
Não quero dinheiro
só quero amar!”

O ato que estava preste a cometer poderia ser visto como rebeldia, mais para Edward era mais que isso, era seu “grito de independêcia”, uma forma de romper definitivamente com a cultura aristocrática e preconceituosa que norteou sua criação.

 Levou algumas horas no telefone até que encontrou um interessado.

Exatamente pelo mesmo valor dos serviços de Roarke, vendeu o anel que herdara do pai, a peça que representava o “orgulho” dos Cullen. O preço alto conseguido na jóia foi mais por seu valor extrínseco do que pelas pedras preciosas e pelo ouro que continha. O anel era uma desejada peça de coleção.

Manteria a venda em segredo. Não queria enfrentar a ira do pai muito menos tê-lo por perto neste momento. O colecionador que o comprara era extremamente discreto e não faria alarde de sua nova aquisição.
Havia uma ironia naquilo tudo. A fortuna e o orgulho dos Cullen tinham sido os motivos de ter se separado de Bella... Agora usaria o símbolo máximo do poder desta família para devolver-lhe a felicidade que lhe foi tirada. Era mais do que justo!!!

Não era um bem material valioso que queria deixar para seus filhos, Edward desejava mesmo é que eles se orgulhassem dele. Queria que seus herdeiros o vissem como um homem honrado e justo, capaz de colocar o amor acima do dinheiro e a felicidade acima do preconceito.

Não se lembrava de já ter feito algo fora da lei como agora. Estava criando um plano baseado na mentira para enganar Bella, mas ainda assim era a primeira vez que se orgulhava de sua coragem. Não se enxergava mais como um covarde nem como um irresponsável. Estava lutando por Bella pela primeira vez na vida.


O dinheiro levaria dois dias para estar na sua conta. Teve de voltar a Massachusetts para entregar o anel para o especialista que intermediava a venda. O remorso tantas vezes presente na vida de Edward ficou de fora desta vez. Estava completamente convicto que fazia o certo. Assim que ficou liberado, voltou imediatamente para New York.

Bella continuava em sua batalha pela sobrevivência, vencendo obstáculo por obstáculo.
Assim que transferiu os cinco milhões para a conta na Suiça, soube que não tinha mais volta. A contagem regressiva para sua felicidade estava acionada...

Edward sabia que independente de Isabella sobreviver ou não, o dinheiro não seria devolvido. Toda a garantia do sucesso de seu plano vinha da esperança que aquecia seu coração, na qual se agarrava para não desmoronar. A morte de Isabella não era mais uma possibilidade cogitada... Não para Edward!!


Edward leu com lágrimas nos olhos a certidão de casamento, devidamente vincada e amassada, como deveria ser um documento de três anos atrás.

Era a materialização de um sonho. Um sentimento de plenitude o invadiu. Sentia-se com dezoito anos novamente. Os mesmos planos... A mesma esperança...

O passaporte de Bella também estava pronto. Dentro o carimbo italiano identificava onde tinham passado a lua de mel, conforme planejaram enquanto namoravam por cartas.

As cartas... Foram elas que nortearam todo o trabalho da equipe de Roarke. Tanto as que Edward entregou, com recomendações expressas que fossem devidamente conservadas e devolvidas, quanto as que encontraram na mala de Bella. Ali estavam os sonhos juvenis de dois adolescentes que se amavam loucamente.

Edward procurou o balcão do hospital encenando uma exagerada ansiedade de marido que acabara de descobrir o paradeiro da mulher desaparecida.

– Por favor, acredito que a moça que deu entrada há uma semana aqui no hospital seja minha esposa, Isabella Cullen.

Edward apresentou a certidão de casamento e uma foto dele com a esposa.

Lembrou-se da entediante e cansativa tarde no estúdio fotográfico, tirando fotos na frente de um painel azul, junto de uma garota com as mesmas características de Bella. Com a ajuda de maquiagem e figurinos, criaram diferentes tipos de momentos que comporiam os álbuns de casamento, lua de mel, passeios, festas com amigos e momentos do dia-a-dia deles. As imagens do rosto de Bella, resgatadas de suas fotografias pessoais, foram inseridas depois, usando técnicas de computação gráfica.

A enfermeira olhou bem para a rosto na foto e confirmou ser Isabella.

–Oh meu Deus, é ela sim, senhor. Que bom que alguém a encontrou!

– Eu gostaria de vê-la o mais rápido possível.

– Vou chamar a enfermeira chefe e então providenciaremos suas roupas para entrar na UTI.

– Oh meu Deus!! – Saiu exclamando, demonstrando uma felicidade sem tamanho.

Edward tentava manter a calma, mas estava extremamente nervoso. Além do receio de ser desmascarado, a ansiedade deixava suas mãos trêmulas e sua respiração ofegante. Depois de dez anos iria rever a única mulher que amou em toda sua vida.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Em chamas – Jogos vorazes2


Em chamas – Jogos vorazes 2
Autora Suzanne Collins

Quando terminei Jogos vorazes, estava simplesmente desesperada para saber o futuro de Katniss, Peeta e Gale. Era mais forte do que eu e cheguei ao desespero ao pensar em como seria a nova vida após os jogos. Mas ao começar a ler, não foi exatamente o que esperava para a continuação. O segundo livro é um pouco mais lento do que o primeiro, já começa dias após o retorno e não há aquele clima de vitória que esperava que houvesse.

Após a volta para casa, Katniss e Peeta têm que vier uma farsa, já que todos acham que estão apaixonadíssimos, contudo o que ocorre é exatamente o contrário. Ela acabou magoando os sentimentos dele, deixando um clima chato. O que mais queriam era viver uma vida normal, mas ela recebe ameaças da capital e manter a farsa é necessário para o bem de todos a quem ama. Os seus sentimentos por Gale ficam cada vez mais confusos nesse momento, mas para salvar a sua vida, precisa continuar com a farsa.

Durante a viagem da vitória, por todos os distritos, eles descobrem que os povoados estão se rebelando. E uma das tarefas desse casal de “desafortunados” será acalmar a população. Contudo o contrário acontece e surgem mais rebeliões. Os dois se vêem obrigados a fingir um noivado pelo bem de todos, mas nem isso acalma a sede de vingança dos poderosos.

A capital decide fazer os jogos quaternários, onde os vencedores de cada distrito são obrigados a voltar para a arena de jogos. Mais uma vez Katniss e Peeta se vêem empurrados para a morte, só que dessa vez os dois decidem se unir e tentarem alianças, e sobreviverem aos jogos.

Esse foi um livro de muita dor, indecisão e de certa forma com um triângulo amoroso. Com a evolução, principalmente depois do início dos jogos, o leitor fica com os nervos a flor da pele. Ao terminar, novamente bate um desespero enlouquecedor para saber o que acontecerá com os dois.

Confesso que no final eu até chorei. Foi muito sofrimento para todos e nessa trama tão dramática, eu me vi torcendo arduamente para ela realmente se apaixonar por Peeta. É claro que Galei é lindo e forte, mas Peeta é muito inteligente e altruísta, sempre colocando  Katniss em primeiro lugar. O amor dele foi verdadeiro, enquanto o dela fingido. Sua personalidade nesse livro foi bem mais detalhada e não teve como eu não me apaixonar. Por isso acho que sofri tanto com o fim.

Gente, sei que não é o tipo de romance que estamos acostumadas aqui. Mas essa trilogia é simplesmente demais!!! Eu amei, apesar do sofrimento que passei. Não tenho nem uma palavra para denominá-lo. Se fosse dar uma nota, seria 1000!

Espero que gostem!

Bjus no core



  

domingo, 8 de janeiro de 2012

Antes que tudo termine5

– Jake. - chamei suspirando pesadamente, enquanto me afastava sem a mínima vontade dele. - Eu preciso ir, já está ficando tarde e amanhã combinei com as meninas de que ir a Seattle comprar vestidos e sapatos. Mas você vai comigo não é? Os rapazes também irão!
Começamos a andar de mãos dadas em direção a casa dele onde eu havia deixado meu carro estacionado.
.  – Isso é mais um convite?- perguntou encarando-me surpreso.
– Sim. Acho que estou te convidando para muitas coisas ao mesmo tempo. -disse rindo. - Isso é estranho, já que eu sempre imaginei que era justamente o namorado que deveria convidar a namorada para um passeio. - brinquei, fazendo com que ele abrisse aquele sorriso lindo em seu rosto.
Entramos no carro e seguimos em direção a minha casa. Quando chegamos percebi que a TV estava ligada e que, portanto meus pais estariam em casa e com certeza haviam ouvido o barulho do carro e saberiam que eu já havia chegado. Resolvi permanece no carro por mais um tempo conversando com o Jacob ainda não estava pronta para deixá-lo por hoje.
– Ness eu preciso perguntar uma coisa. Antes de dizer qualquer coisa eu preciso entender tudo que está acontecendo. - pediu parecendo temeroso, como se ainda não conseguisse acreditar que meu rolo com Seth realmente tivesse acabado. Eu podia ver uma pontinha de apreensão em seus olhos.
– Bom eu vou te contar. -concordei, me acomodando em seu peito novamente, mas de modo que não quebrássemos o contato visual. - Depois da aula eu pedi ao Seth para vir ir até minha casa. Quando cheguei me surpreendi que meu pai já estivesse em casa tão cedo já que isso é completamente raro, e então conversamos sobre mim e sobre tudo o que estava me deixando meio triste e confusa ultimamente. – Jacob me olhou confuso. – Falei sobre nós, e sobre o quanto estava sofrendo sem você. Então meu pai me deu alguns conselhos e assim que Seth chegou, eu criei coragem e terminamos de vez o nosso namoro.
– Eu não sei Nessie. -ele disse ainda inseguro. -Por mais que eu esteja feliz com tudo isso, que garantias eu tenho de que amanhã você não vai voltar para o Seth? Ou então, dizer que hoje não passou de um erro?
– Essa é fácil. –respondi com um sorriso no rosto. -O Seth está apaixonado por outra garota, que só vai ficar com ele se terminássemos de vez, e depois, Sr Black, você nunca foi um erro pra mim. Será que você não entende que eu disse aquilo da boca pra fora? Eu não queria assumir o quanto você mexia comigo. -completei, respirando fundo. - Inclusive ele já havia convidado ela para o baile e para festa na praia para que nós pudéssemos ir juntos.
Ele sorriu presunçoso, me fazendo rir junto socando seu braço de leve, e depois voltou a me acomodar em seu peito.
– Nossa o Seth quem diria! É bom ouvir isso. -sussurrou, afagando meu rosto. -Agora, o lance do Seth realmente me surpreendeu... Bom ele sabia que somente iria ao baile e a festa se fosse com você!
– Jake eu sei que não tenho direito de te pedir nada, ainda mais depois de ter feito você sofrer mais eu queria mesmo acertar as coisas entre nós e curtir esses momentos e aproveitar todo o tempo que perdemos.
– Ness eu nem sei o que dizer... - falou rindo de leve. - Eu estava na praia pensando o quanto queria estar com você e imaginei que você estava aos beijos com o Seth e fazendo sei lá eu mais o que. - Jacob estremeceu ao dizer isso e uma careta involuntária se formou por seu rosto.
– Jake eu nunca tive nada mais intimo com o Seth. Eu só tive você na minha vida. Isso é importante demais para mim. .-o interrompi, vendo que agora ele me olhava com um misto de incredulidade e alivio.
– Não?-perguntou vendo que eu assentia convicta. -Mais e a viagem que vocês fizeram juntos? A turma toda ficou sabendo.
– Viajamos apenas como amigos e se você se lembra bem começamos a namorar depois disso.
– Sim. Justamente por isso pensei que... Bom Você sabe!
Revirei os olhos, sorrindo.
– Posso te garantir que só tive apenas um único homem na minha vida.
– Ah Nessie! – ele exclamou animado pegando meu rosto entre suas mãos. -Você não faz idéia de como me sinto aliviado em saber disso, Afinal é complicado demais imaginar a garota que você ama com outro assim... Era difícil demais para mim. - disse olhando intensamente em meus olhos, para depois sorrir abertamente. –Mas deixa isso pra lá, não tem mais importância mesmo. Agora acho melhor eu ir embora, se quiser que esteja aqui bem cedo.
– Tudo bem me pega as 8:00 horas.-concordei alargando ainda mais o sorriso em meu rosto. - Cuida do meu carro. - brinquei lançando-lhe um olhar de advertência.
Ele riu, e assentiu prontamente, antes de me puxar para um beijo rápido.
Meus pais estavam abraçados, vendo algum filme romântico que passava na televisão. O mundo poderia desmoronar do lado de fora da casa, que provavelmente eles nem notariam. Quando estavam juntos era como se todo o resto deixasse de existir ou ter importância e isso era o que eu mais inveja no amor deles.
– Oi mãe, pai. -cumprimentei sorrindo, enquanto passava pela sala.
– Oi filha, está com fome? -minha mãe perguntou toda preocupada.
– Pode deixar que eu me viro. - lancei-lhe uma piscadela e fui em direção a cozinha.
Preparei um lanche peguei um pouco de suco na geladeira me sentei no balcão enquanto relembrava de como hoje meu dia havia sido perfeito. Não pude evitar que um sorriso se formasse em meu rosto. Havia muito tempo que eu não me sentia tão feliz assim.
 Primeiro por ter resolvido minha situação com Seth sem que isso pudesse arruinar nossa amizade.
Segundo por estar novamente namorado o cara mais incrível, mais adorável que existia na face da terra.
 Corei ao lembrar os nossos beijos um tanto quanto ousados demais, diga-se de passagem, e principalmente por ele achar que eu e o Seth havíamos tido algum tipo de intimidade. Como se isso fosse possível!
Quando terminei de comer lavei a louça que havia sujado e voltei para sala para desejar boa noite para os meus pais. Abracei-os por cima do encosto do sofá dando um beijo no rosto de cada um.
– Nessie. –minha mãe chamou assim que estava prestes a subir a escada. -Sua Tia Alice quer conversar com você ainda esta semana, e então pediu para você passar na casa dela sem falta.
– Vocês sabem o que ela que? –perguntei franzindo o cenho confusa, tentando me lembrar inutilmente de algum motivo para aquilo. - Posso passar antes de ir a Seattle se for urgente.
– Não é nada urgente. - meu pai comentou tranqüilo. - Mas de qualquer maneira ela pediu para você não deixar de procurá-la.
– Ao que parece ela quer oferecer uma festa de formatura a você e seus amigos, e já aproveitar para fazer sua despedida. -minha mãe comentou rindo. - Você conhece sua Tia Alice, e sabe que ela não perde a oportunidade de fazer uma festa.
Começamos a rir já que Tia Alice sempre foi conhecida na família por sua alta capacidade de criar motivos para dar festas, ela realmente gostava de uma balada, agora o mais engraçado era ela tentar fazer Tio Jasper acompanhar sua animação.
Subi para meu quarto feliz mais também com uma pontada de agonia no peito, pois eu havia prometido ao Seth que iria contar ao Jacob que estaria me mudando para Nova York em poucos dias, só de imaginar que ficaria longe do Jacob comecei a me sentir toda aquela felicidade se dissipando aos poucos. Era sempre assim,quando uma coisa estava dando certo,sempre tinha outra para atrapalhar.
O que eu poderia fazer para resolver isso tudo. Pensava enquanto, me direcionava ao banheiro. Despi-me rapidamente e aproveitei para tomar um banho relaxante.
 Enquanto a água quente caia sobre meu corpo sentia o meu corpo se acalmar aos poucos amenizando todas as minhas preocupações.
Em relação às férias poderia mudar completamente os planos, afinal nem mesmo meus pais eram a favor dessa viagem embora não tivessem me proibido, eles só ficavam tristes por eu passar o verão longe e logo em seguida já ir para faculdade. Minha mãe chegou a dizer “- Está tão cansada de seus pais que não vê a hora de sair de casa?” Sei que ela falou isso de brincadeira mais no fundo Isabella Cullen morria de medo de ver seu adorável bebe crescer, meu pai era mais reservado mais sofria tanto quanto ela.
Deitei-me na cama e rapidamente parti para a inconsciência, apenas me lembrando da única pessoa que costumava habitar meus sonhos todas as noites. Mal podia esperar para estar em seus braços novamente, afinal pertencíamos um ao outro, e eu não deixaria que nada, nem ninguém, pudesse me afastar do Meu Jacob.

XXXXXX

Acordei com o despertador tocando e uma fresta de sol entrando em meu quarto. Hoje seria um daqueles raros dias de sol em Forks.
Espreguicei-me demoradamente, mas não o suficiente para me atrasar, afinal não queria deixar Meu Jacob esperando muito. Tudo bem soava um pouco possessivo de minha parte mais ele era Meu e acho que algumas coisas nunca mudariam.
Levantei, tomei um banho rápido e troquei-me rapidamente. Assim que estava descendo para tomar meu café da manhã, meu celular vibrou alertando sobre uma mensagem recebida. Meu coração parou de bater por um breve momento. Será que o Jacob iria cancelar nosso dia juntos?
J: Bom dia meu amor. Me espera quero tomar café da manhã com você!
Mal terminei de ler e aquele sorriso bobo já estava em meu rosto.
N: Ok mais não demora muito estou morrendo de fome.
J:  ¬¬ pensei que diria que estava morrendo de vontade de me ver (?)
N: Seu bobo é claro que estou morrendo de vontade de te ver mais não posso confessar. ; x
J: Eu sabia disso;) Vc me ama e não consegue viver longe de mim.
Desci a escada rindo. E fiquei pensando no quanto havia feito esse garoto sofrer e me sentia culpada por isso. Mais antes que isso pudesse me deixar triste resolvi que este seria o primeiro dos inúmeros dias maravilhosos que teríamos juntos.
Quando entrei na cozinha me deparei com meu pai mexendo por lá.
– Bom dia pai! -falei dando-lhe um beijo estalado na bochecha.
– Bom dia filha! -Por que acordou tão cedo?-Perguntou arqueando uma sobrancelha curioso.
– A turma toda vai a Seattle por isso levantei cedo. Mais e você hoje não é seu dia de folga do hospital?-perguntei me lembrando que ele havia comentando algumas coisas do tipo comigo.
– Sim mais tenho algumas surpresas para Bella e o café na cama é a primeira parte. Acho até que irei aproveitar que estaremos sozinhos e ficar mais tempo na cama com ela.
– Eca pai. – ele gargalhou vendo uma careta involuntária se formar em meu rosto. - Sem mais detalhes, por favor.
– Quer que eu prepare seu café da manhã? -disse rindo.
– Não pode deixar Jacob está chegando para tomarmos café da manhã junto. Tudo bem?
– Oh claro. – concordou me observando com um misto de compreensão e satisfação. Então vocês voltaram.
– Sim, mas ainda não lhe falei sobre Nova York e nem das férias de verão. -comentei, suspirando derrotada.
– Não demore a falar ou ele poderá se sentir traído. .-ele me alertou, se sentando ao meu lado.
– Prometo que irei falar logo. Humm pai? –perguntei me lembrando sobre os planos das férias de verão.  Sobre as férias de verão você acha que eu poderia mudar os planos?
– Como assim?- perguntou confuso
– Você e a mamãe se incomodariam se eu escolher outro roteiro e levar o Jacob comigo? Poderia ser, por exemplo, o presente de formatura de vocês para ele, assim ele não teria como negar e poderíamos ficar mais tempo juntos antes de... Você sabe. –disse cautelosa, analisando atentamente a expressão pensativa em seu rosto.
– Por mim tudo bem! Defina com ele um lugar e depois me avise vou falar na agencia de viagens e ver o que podemos fazer. .- completou lançando-me uma piscadela em seguida.
– Pai você é o melhor. - Beije novamente seu rosto e fui atender a companhia enquanto ele terminava de arrumar a bandeja do café da manhã da mamãe.
Ele estava ali na minha frente parado com o seu sorriso de tirar o fôlego. Jacob era tão perfeito que podia ser considerada uma falta de educação sua existência. Ele estava usando uma camiseta branca colada no corpo que fazia contraste com seus músculos e com o tom da sua pele. A calça jeans escura levemente desbotada e um tênis esportivo branco completavam o visual. O cabelo estava molhado e levemente bagunçado, fazendo com que ele ficasse ainda mais irresistível.
Não resisti e pulei em seus braços dando um abraço mais apertado que conseguia embora isso jamais fosses apertado demais para ele sentindo aquele cheiro amadeirado que nenhuma fragrância importada poderia copiar por que a nota pertencia exclusivamente a ele.
– Acho que vou começar a vir aqui todo dia de manhã par ser recebido assim. – ele disse divertido, me apertando mais em seus braços.
 Seria uma honra ter você todo dia pela manhã em minha casa. - falei depositando um breve beijo em seus lábios. - Realmente meu dia sempre começaria bem!
Meu pai coçou a garganta, fazendo com que virássemos em sua direção. Ele estava com a bandeja da minha mãe em mãos, e sorria.
– Bom dia Jacob. – meu pai o cumprimentou bem humorado.
– Bom dia Dr. Cullen.
– Me chame apenas de Edward, você é da família Jacob. – comentou satisfeito. - Tenham um bom dia, cuide da minha filha. .-completou rindo, vendo que eu revirava os olhos.
– Sim pode deixar e no que depender de mim Nessie estará bem segura. - Jake disse divertido.
– Vem, vamos preparar nosso café. -o puxei rapidamente, antes que decidisse prolongar sua conversa com meu pai.
– Seu pai é mesmo bem romântico por isso Bella morre de amor por ele. E pelo enorme sorriso em seu rosto, imagino que esteja feliz por deixarmos a casa para os dois hoje. -Jacob comentou baixinho, enquanto ria.
– Edward Cullen é um romântico irremediável. -concordei rindo junto.
Preparamos panquecas, quer dizer eu preparei, já que Jake mais beliscava do que me ajudava a preparar. Estava colocando em pratos diferentes quando Jacob me proibiu.
– Vamos comer juntos é mais romântico, lembra eu disse que queria tomar café junto de você e pratos separados já é distante demais. Já estou fazendo o sacrifício de deixar os copos separados.
– Não seja dramático. – falei rindo e revirando os olhos.
Quando me virei para me sentar a sua frente Jake estava colocando a calda de chocolate na boca.
– Jake. -o repreendi assim que ele colocava mais calda de chocolate na boca. – Vamos colocar nas panquecas.
Ele riu assentindo,
– Eu só estou experimentando para saber se está bom. –falou cinicamente, com um sorriso travesso nos lábios. - Você devia experimentar também. – acrescentou levando a colher toda cheia de chocolate até minha boca, me lambuzando toda.
–Jake... -estava prestes a protestar quando Jacob me interrompeu, colando sua boca na minha, enquanto chupava meu lábio inferior, aproveitando para lamber os resquícios de chocolate que havia em meu rosto depois.
Terminamos de comer e rapidamente organizamos a cozinha. Quando terminamos subi para escovar os dente e pegar minha bolsa com Jacob segurando minha cintura distribuindo vários beijos por meu pescoço. Hoje, ou melhor, daqui para frente seria assim onde um estivesse o outro estaria também, era como se uma força gravitacional nos unisse sempre que estávamos no mesmo ambiente.
Jacob deitou na minha cama enquanto eu terminava de me arrumar no banheiro.
– Você não prefere ficar na cama e aproveitar mais?- sugeriu malicioso. - Gostei da sugestão do seu pai, momento a dois.
– Não prefiro um momento de compras com você segurando minhas sacolas. –brinquei, ouvindo um muxoxo seu contrariado.
– Vou cobrar pelo serviço. Humm... acho que até já sei como!
– E posso saber como Sr. Black?- perguntei saindo do banheiro, e parando na sua frente com as mãos na cintura.
– Não agora. Melhor irmos ou vamos nos atrasar, não que eu me incomode com isso afinal a cama aqui parece bem mais confortável e seu cheiro no travesseiro também não está ajudando muito há controlar o pouco que me falta de sanidade.
Revirei os olhos e puxei Jacob pela mão para que ele se levantasse mais claro como ele era mais forte que eu, ele acabou me puxando e eu acabei caindo por cima dele. Minha respiração ficou irregular vendo o sorriso malicioso aumentar por seu rosto, ele olhava em meus olhos com tamanha intensidade de maneira que podia ver o seu desejo por mim.
– Sabe... Eu sei que voltamos a namorar faz menos de 24 horas mais se lembra do meu sonho que comentei ontem quando você chegou de surpresa na praia. –comentou aproximando mais o rosto do meu.
– Sim. - era a única coisa que conseguia responder.
– Bom, uma parte já se realizou, pois estamos juntos agora, mas... Falta a outra parte do sonho. - estremeci, sentindo sua respiração forte se misturar com a minha.
– Que parte ainda não se realizou? –ousei a perguntar com a voz falha, e num movimento rápido, Jacob nós virou, ficando por cima de mim na cama.
Minhas pernas enlaçaram automaticamente seu quadril, fazendo com que ele gemesse baixinho.
– A parte... - Jacob beijou meu pescoço e foi até meu ouvido onde sussurrou de maneira provocante. -Em que eu faço amor com você.
Apertei Jacob mais a mim o puxando pela nuca. Isso já era perdi demais de uma pobre garota loucamente apaixonada.
– Mas... -disse interrompendo o beijo com muito esforço, e me afastando um pouco para olhar em seus olhos. Podemos resolver isso digamos mais tarde o que acha?
– Seria maravilhoso. –concordou. – Mas eu posso esperar afinal eu não quero te pressionar a nada sabe como é?! -completou com um meio sorriso nos lábios, mas eu podia ver uma pontinha de frustração em seus olhos.
Jacob falou com aquela cara de quem quer ouvir da garota o que ele acabou de me falar. Então comecei a beijar seu pescoço e quando cheguei perto do seu ouvido sussurrei.
– Eu também não vejo à hora de pode fazer amor com você, aliás, comprar lingerie está na minha lista de prioridades para hoje e adoraria sua opinião afinal preciso agradar ao cara que vai vê-la em mim. - provoquei, fazendo com ele me afastasse, de modo que pudesse olhar em meus olhos.
– Você esta falando sério? –perguntou incrédulo.
– Claro que é serio, com essas coisas não se brinca - disse vendo seus olhos brilharem de excitação. Gargalhei.
– Definitivamente não.
– Então podemos ir agora, a loja de lingerie lembra?
– Espera, só mais uma coisa. – falou me refreando, antes que eu pudesse levantar da cama. – Tipo, posso escolher qualquer lingerie?
– Qualquer uma mais primeiro você precisa me responder uma coisa?
– Qualquer coisa.
– Precisamos voltar de Seattle hoje ou podemos passar o fim de semana por lá?
– Depende da proposta.
– Compras claro incluindo a loja de lingerie, e uma noite de amor perfeita. E quando digo isso quero dizer a noite toda. –sugeri, o olhando inocentemente, enquanto passava meus dedos por seu peito escultural.
– Fechado. Vamos logo então.
– Nossa de onde surgiu toda essa animação?- perguntei gargalhando. - Achei que você odiava dia no shopping?
– Não quando tenho a possibilidade da noite perfeita. – respondeu sorrindo-me abertamente. Como disse antes algumas coisas nunca mudavam.
Saímos abraçados de casa rumo ao sábado de comprar. Jake gentilmente abriu a porta do carona para mim e eu me acomodava quando ele entrou colocou o cinto e ligou o carro. Éramos a imagem do casal perfeito e feliz.
– Aonde vamos encontrar o pessoal?-perguntei assim que entramos no carro.
– No posto que fica na saída da cidade. Mais já avisei que ninguém vai conosco.
– Nossa que grosseria Jake. - disse o repreendendo com o olhar.
– Ah era só essa que me faltava eu ter ficado este tempo todo esperando para ficar com você novamente e quando isso finalmente acontece no nosso primeiro final de semana juntos vou carregar um monte de marmanjos ou suas amiguinhas. Sinto muito e depois eu emprestei meu carro para o Jared o Paul tem o dele então isso definitivamente esta fora de cogitação!
Com essa tive que rir, era uma atitude tão Jacob, que eu até ficaria chocada, se já não esperasse por isso.
Não demorou muito e encontramos o pessoal. Pela cara já fazia bastante tempo que eles estavam a nossa espera. Paul como sempre parecia ser o mais irritado.
– Finalmente o casal resolveu aparecer. – disse erguendo as mãos no ar. - A noite deve ter sido boa.
– Posso te contar os detalhes quem sabe você pode aprender a fazer alguma coisa direito e acaba de uma vez com a infelicidade da minha irmã, porque sério isso esta me incomodando!
– Uuuuuh, essa doeu em Paul? - Quil gritou gargalhando do outro lado, recebendo um olhar nada amigável em troca.
– Gente vamos parar com isso, ou então vocês ficam e vamos somente nós as garotas. O que vocês acham meninas? Livres leves e soltas em Seattle? - Kim perguntou divertida, segurando a risada.
– A minha Nessie só vai se eu for. -Jake se gabou, todo convencido
– Uii o amor é lindo! Quil brincou recebendo outro olhar mal educado.
– Bom quem mais está faltando? – Rachel perguntou, observando todos a nossa volta.
– Apenas o Seth e como é mesmo o nome da garota que ele vai levar? -Jared perguntou coçando a cabeça como se estivesse confuso.
– Selena Jared. Mais então não falta mais ninguém por que o carro dele esta parado bem ali, vocês não viram não. –ela disse apontando na direção do carro.
– Safado tava dando uns pegas na garota e nós aqui esperando por ele. – Quil resmungou, fazendo todos rirem.
Depois de tudo resolvido seguimos rumo a Seattle eram quatro longas horas mais que faríamos mais rápido claro se levarmos em consideração a maneira como os meninos dirigiam.
Eu e Jake fomos trocando carinhos e confidencias o caminho todo. Falávamos do quanto nos amávamos, das lembranças da nossa infância enfim de tudo que vivemos juntos até hoje, porém uma pergunta que ele me fez me deixou nervosa e claro ele percebeu.
– Ness você comentou que foi a Nova York com Seth. O que exatamente foi fazer lá? – Sei lá, pode parecer estranho, mas tenho a sensação de que você está tentando me esconder alguma coisa sobre esse assunto.
– Humm... Sobre Nova York? –perguntei bancando a desentendida. - Então eu fui conhecer um apartamento que ganhei de presente do meu pai e resolvi mobiliar e tudo mais. - não era mentira apenas não havia contado toda a verdade ainda. – Mas por que você acha que eu preciso te contar alguma coisa? –indaguei aflita.
– A sei lá, a turma sempre faz algum tipo de comentário sobre isso, ai sempre vem outra pessoa e interrompe, como se estivessem sendo cautelosos para que nada de importante lhe escapassem,entende?
– Olha Jake eu realmente preciso te contar uma coisa muito importante se quiser podemos conversar sobre isso mais tarde. - disse tentando parecer o mais tranqüila possível.
– Eu devo me preocupar com isso? - havia mais do que uma curiosidade presente em sua voz, havia preocupação.
– Bem juntos podemos encontrar a solução para a situação. - dei de ombros.
– Tudo bem, depois falamos sobre isso. - concordou vendo que eu não parecia à vontade com aquele assunto. - Mas então quer dizer que você ganhou um apartamento em Nova York. E pretende me levar lá  para conhecer?
– Quem sabe! - brinquei. -Depende do que eu tiver em troca.
– Acho que você está se tornando uma boa chantagista.
– Que culpa eu tenho de ter um namorado perfeito como esse. - falei apontando para ele.
Acabei dormindo um pedaço da viagem. Acordei com Jake me chamando já estávamos no estacionamento do shopping.
– Nossa eu dormi mesmo não foi? - perguntei espreguiçando-me no banco.
– Sim. Mais então vamos a turma já deve estar lá na porta nos esperando.
– Como sempre a dupla dos atrasados. .- Paul resmungou, assim que nos juntamos a eles.
Ficamos mais algum tempo ali, decidindo o que faríamos e como faríamos para aproveitar ao máximo nosso passeio.
– Eu acho que precisamos nos separar. - sugeri, vendo que os meninos não haviam gostado muito da idéia.
– Há- Há- Há. Até parece Ness que vou deixar você ficar desfilando por ai sozinha com esse monte de homem te babando.
– Que isso Jake é impressão sua.
– Ah é então por que aquele idiota ta quase quebrando o pescoço?
– Não seja dramático Jake. - Rachel disse revirando os olhos. – Para com esse ciuminho bobo da Ness.
– Ah mais a Ness tem razão. -Claire falou ignorando os protestos de Quil ao seu lado. -Não queremos que vocês vejam o vestido que vamos comprar, será surpresa.
– Vamos fazer assim. Os rapazes vão comprar o terno da formatura enquanto nos vamos comprar os vestidos nos encontramos aqui dentro de 3 horas. – Rachel sugeriu.
– Fazer o que.  – Paul bufou contrariado.
Despedimo-nos dos nossos respectivos namorados e então seguimos para lados opostos. Mais antes de seguir paramos e chamamos os rapazes.
– Meninos?
– Eles se viraram todos ao mesmo tempo.
– Não importa que olhem somos de vocês. - rimos todas juntas. – Mais nada de olhar pra outras garotinhas ok? –perguntamos e eles riram.
– E nos estamos de olho em vocês!
Seguimos todas rumo as lojas.
– Então Nessie como está sendo sua volta com Jake, ele parece ainda mais apaixonado. - Claire comentou.
– Ai amiga e eu também. A propósito Selena seja bem vinda ao grupo. – disse vendo que a garota, estava um pouco desambientada ali no meio.
– Obrigada. –respondeu timidamente.
Entramos na melhor loja de vestido para bailes se não achássemos nada aqui podíamos simplesmente desistir por não acharíamos em lugar nenhum.
Brincamos em meios as araras cada um procurando o vestido perfeito que na verdade agradaria mais ao acompanhante do que a nós mesmas. Coisas de Mulher!
Depois de muito procura e provas que não tinha mais fim todas nós conseguimos encontrar os modelos perfeitos. Suspiramos cansadas. Depois os homens acham que fazer compras não cansa, vê se pode!
– Então meninas quanto tempo para encontrar nossos amores? – perguntei preocupa, pois sabia que havíamos demorado um pouco mais não imaginava que havia sido tanto!
– Na verdade Nessie já estamos atrasadas não sei como eles ainda não ligaram. – Kim comentou, olhando a hora.
 Isso era o que ela pensava por que quando peguei o celular havia mais de vinte chamadas perdidas.
– Kim eles ligaram sim nós é que não atendemos os celulares. Olhem os celulares de vocês.
Caímos na gargalhada enquanto caminhávamos ao encontro dos rapazes. Cada um estava com o celular na orelha andando de um lado para o outro e pareciam bem nervosos. Até que Seth nos viu e suspirou aliviado.
– Elas já estão vindo. – comunicou aos outros. E sem sacolas? Isso é estranho.
– To falando tem caroço nesse angu. Paul esbravejou irritado, fazendo Rachel revirar os olhos.
– O Ness, cadê os vestidos posso saber? - Jake perguntou bravo e eu comecei a rir.
– Vocês são tudo uma cambada de ciumentos. Os vestidos estão na loja para serem ajustados depois a loja entrega em nossa casa. Igual ao terno de vocês. – disse dando de ombros, vendo que eles ainda nos olhavam desconfiados, mas no fim resolveram acreditar.
Resolvemos comer alguma coisa antes de continuar o passeio e então Jake comentou.
– Olha pessoal depois de comer eu e a Nessie temos um compromisso a dois.
– Que isso Jake podemos convidar todo mundo para ir junto. - o repreendi, tentando soar mais educada.
– Não senhora você disse que era eu e você apenas. Não tem nada desse negocio de NÓS.
– O que vocês vão fazer afinal Nessie? - Rachel perguntou curiosa.
– Eu preciso comprar lingerie e o Jake vai me ajudar. É só isso. – disse ignorando os olhares de todos para cima de nós, e aquela coloração irritante em minhas bochechas.
– O Claire meu amor será que você também não esta precisando comprar essas coisas não? Olha só eu posso ficar olhando e conferindo se ficou legal ou não. - Quil falou com cara de cachorro abandonado enquanto Claire jogava uma batata frita na cabeça dele.
– Eu também quero ir nessa loja ai. - Paul falou todo animado.
– Então vamos todos juntos! – disse, escutando Jake soltar um muxoxo irritado ao meu lado.
– Claro tinham que estragar meu passeio eu mereço! -Jacob falou revirando os olhos e eu reprimi uma risadinha.
Aproximei-me do seu ouvido e disse.
– O seu desfile é mais tarde. Que vale olhar se não vai poder tocar?
Jake me olhou e um sorriso apareceu em seus lábios me tirando o fôlego. Eu já disse o quanto ele é lindo? E perfeito? Já? Tudo bem por que sempre é bom repetir isso.
Selena e Seth foram os que ficaram mais envergonhados e resolveram que iriam fazer outra coisa. Mas claro que eu não deixaria meu amigo de fora para ser zoado por todo mundo.
– Meninos, tenho um desafio para vocês. –disse, recebendo olhares curiosos da parte de todos.
– E qual é? – Quil perguntou todo animadinho.
– Bom vocês estão vendo aquela loja da Victoria’s Secret? Pois bem cada um terá que comprar a lingerie mais magnífica que encontrarem e que combine com a garota de vocês. Se gostarmos a usaremos na noite do baile.
– Gostei disso! –Paul comentou malicioso.
– Mas vejam bem o que vão comprar. - avisei vendo o sorriso desabrochar do rosto de alguns. - Estaremos de olho em vocês já que vamos estar na mesma loja só que provando lingerie que resolvermos comprar.
– Mas eu vou poder opinar Ness? Eu preciso conferir você sabe... -Jake disse me olhando com cara de cachorro sem dono.
– Nada disso Jake, você ficará com os rapazes, aliás, vocês irão na frente e nós iremos depois,não queremos que as vendedoras saibam que estamos juntos,se não que graça teria?
Jake riu divertido, e me beijou antes de sair com os meninos rumo à loja de lingeries. Seus beijos pareciam ser cada vez mais urgentes, não que eu estivesse reclamando disso, na verdade eu estava até adorando provocá-lo daquela maneira
–Você ta me deixando louco. – murmurou fazendo com que eu sorrisse satisfeita em seus lábios.
Os rapazes entraram na loja e vimos quando duas vendedoras muito bonitas, diga-se de passagem, se aproximaram certamente para oferecerem ajuda.
– Vamos esperar uns minutos e entramos na loja.
As meninas concordaram comigo ainda que temerosas ao imaginar o que os rapazes iriam comprar.
Quando entramos duas moças vieram nos atender de maneira muito educada perguntaram se queríamos ver a coleção nova ou se tínhamos algumas peças já em mente.
– Eu gostaria de ver a coleção nova. - percebi que Jacob me olhava pelo canto dos olhos tentando disfarçar.
A vendedora começou a mostrar um monte de peças, algumas que nos davam vergonha, outras que nos deixavam elegante outras sexy. Depois que as garotas se soltaram foi à maior festa entravamos no provador rindo e saiamos gargalhando.
– Nessie eu acho que tem alguns rapazes bem interessados em saber como estamos, olha lá. – Rachel disse divertida, fazendo com que eu acompanhasse seu olhar.
Todos estavam tentando se esticar ao máximo para nos ver, com as lingeries dentro dos provadores. Abafei a risada, e chamei a vendedora.
– Aqueles rapazes na loja eles estão acompanhados?- perguntei fingindo interesse.
– Não, eles entraram sozinhos, ao que parece estão comprando lingerie para suas namoradas. Achei tão lindo isso. –disse com um sorrisinho bobo, fazendo com que eu e Rachel nos controlássemos mais para engolir a risada.
–É que eu ainda estou na duvida entre duas peças. – falei com meu melhor jeitinho inocente. - Será que seria muito inconveniente pedir a opinião... Daquele rapaz? – perguntei apontando para Jacob.
A vendedora arregalou os olhos, e se aproximou de mim
            –Você teria coragem? – perguntou com uma expressão de pura incredulidade no rosto.
– Ei você?!  – falei chamando Jacob com um sorriso malicioso nos lábios.
– Quem eu? - perguntou apontando pra si mesmo, entrando na brincadeira
– Sim, você se incomodaria de me dar sua opinião masculina?- perguntei mordendo fortemente o lábio inferior, para controlar o riso.
– Não imagina. Mais o que seu namorado poderia pensar...
– Ah não se preocupe com isso, tenho certeza que ele ficará satisfeito com a sua opinião. - Jake se aproximou rindo.
A vendedora apenas assistia tudo com a boca escancarada, talvez me achando a mais louca das loucas.
– Então é alguma ocasião especial? - perguntou  com aquele mesmo sorriso torto que eu amava.
– Sim nós estávamos separados e hoje temos um encontro e eu queria agradar a ele sabe.
– Mais é só um ficante? - Jake falou olhando nos meus olhos e claro esperando por minha resposta.
– Não ele é o cara que eu verdadeiramente amo e quero passar todos os dias da minha vida. Quero que nosso encontro seja perfeito. Vamos passar a noite juntos hoje e bem... Eu queria agradá-lo bastante!
Minha vontade nesse momento era de pular em cima dele beijar e implorar “Me leva para outro lugar, quero ser sua”. Mais respirei fundo e me controlei. A essa altura as meninas já estavam com suas peças escolhidas e pagas esperando do lado de fora junto com os rapazes que também já haviam saído. De alguma maneira eles entenderam que este era um momento meu e do Jacob.
– Bom eu acho que o “tal cara” iria gostar dessa aqui. - Ele falou me estendendo um conjunto preto, que na verdade não cobria absolutamente nada.
– Então, vou levar essa, e mais aquelas que já estavam separadas. –entreguei o cartão para a vendedora, sem desviar meus olhos dele. Era impagável aquele sorriso todo satisfeito em seu rosto, ele definitivamente estava se sentindo realizado hoje.
– Vou levar aquela que já havia separado! – ele disse a vendedora, que a essa altura do campeonato, não estava entendendo mais nada.
Saímos juntos da loja e ouvimos as vendedoras falando alguma coisa de nós, mais nem mesmo me importei, na verdade estava me divertindo demais com tudo isso.
Quando já estávamos longe da loja, Jake me virou abruptamente contra sim, me surpreendendo em um beijo lascivo. Eu que também já não estava agüentando mais, enlacei meu braços ao redor de seu pescoço e me entreguei totalmente ao beijo.
– Podemos ir embora agora? –perguntei contra seus lábios. – Eu não estou agüentando mais Jake.
– Então somos dois. –disse me puxando rapidamente até o pessoal, para nos despedirmos e seguirmos rumo ao hotel.
Eles estavam rindo das compras, a Claire tentando de toda a maneira descobrir o que o Quil havia comprado, e Paul tentando convencer inultimente a Rachel, a fazerem um programinha mais íntimo. Seth todo delicado em tocar e falar com a Selena enquanto Jared e Kim se pegavam no canto.
– Pessoal vocês vão voltar para Forks hoje?
– Sim, já estamos indo e vocês? – Paul perguntou todo curioso.
– Não, temos um programa a dois hoje. - Jake disse sorrindo presunçoso
Claro que depois de muitas brincadeiras e palhaçadas conseguimos nos despedir da turma. As meninas me cercaram desejando que tudo desse certo e claro o nosso tão famoso abraço coletivo.
Agora era somente eu ele!